sexta-feira, abril 06, 2018

Precisamos assumir a liderança e nos debruçar sobre equações impossíveis





Por Alexandre Barreto*


Uma das coisas que diferencia radicalmente a linha do meu trabalho da maioria dos produtores e gestores culturais brasileiros é que valorizo muito a inovação. Só consigo me abastecer com inovação pelo fato de não atrelar política partidária ao meu trabalho.

A outra coisa que diferencia radicalmente a linha do meu trabalho é que ele não se abastece somente de conhecimentos das ciências humanas. Eu me abasteço também (e muito) da Administração, que é uma ciência social aplicada.

Um bom exemplo disso aconteceu ontem. Participei da palestra de Oscar Motomura, CEO da Amana-Keyrealizada no Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre na Fecomércio, em Rio Branco. A participação no encontro foi proporcionada pelo programa de pré-aceleração de empresas inovadoras e startups do estado do Acre.





Oscar Motomura falou sobre o tema "liderança", uma verdadeira aula. Aliás, uma das melhores aulas que tive de administração na minha vida.

Dois momentos da palestra me marcaram muito. Um deles foi quando Oscar Motomura disse que "não podemos nos apegar ao paradigma que as mudanças são lentas". O outro foi sobre a necessidade de nos debruçarmos sobre as equações impossíveis, que são aquelas que as pessoas travam e desistem de pensar. Para isso, mostrou exemplos fantásticos de ações realizadas nos países da Estônia e Singapura. Na Estônia, limparam todas as florestas do país em 1 dia. Em Singapura, criaram uma cultura voltada para a experiência do consumidor.

Quando Oscar Motomura abriu para perguntas, falei sobre a necessidade de todos nós assumirmos o papel de líderes. É preciso nos debruçarmos sobre equações impossíveis.




Empreendedores do programa de pré-aceleração de empresas inovadoras e startups do estado do Acre com Oscar Motomura


Conheça mais sobre as mudanças radicais na Estônia.

Let´s Do It! Estonia

Country as a service (Estonian experience) - Kale Palling - TEDxAcademy

e-Residency : experimenting worldwide digital inclusion | Kaspar Korjus | TEDxGeneva



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Leia "O Produtor Independente vai ampliar sua linha editorial





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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e CriativaSaiba mais

quinta-feira, abril 05, 2018

3 formas de começar uma carreira do zero







Uma pergunta que recebo com frequência é sobre "como começar".

Vejamos um e-mail que recebi recentemente.


[início do e-mail]

Conheci seu blog por meio de um comentário seu numa postagem sobre produção cultural.


Estou cursando Produção Cultural e gostaria de uma luz. Ainda não tenho experiência em nenhuma na área e gostaria muito de começar, mas não tenho muita noção de onde procurar, já que sempre que tento entrar em contato com produtoras, elas buscam pessoas com experiência.

Como eu começo?

[fim do e-mail]



Batalhar por uma oportunidade de trabalho começando do zero é um desafio. Mas não é um desafio exclusivo de quem está buscando trabalho na área de produção cultural. É um desafio em qualquer profissão. E para este desafio, não existe uma resposta única.

É importante lembrar também que quando se está começando do zero, não temos quase nenhum poder de barganha. Vale a pena focarmos na prioridade número 1 de quem está começando: desejo de aprender.


Primeira forma de começar do zero: utilize seu tempo livre

Mesmo que você não tenha nenhuma experiência, você tem um recurso em abundância: tempo livre. Muitos trabalhos necessitam mais de disponibilidade de tempo do que de uma longa experiência ou complexas habilidades. Quando procurar um trabalho, mostre que você tem bastante tempo disponível. 


Segunda forma de começar do zero: menos currículo e mais corpo a corpo

Divulgar nosso currículo é importante. Quando mais rápido respondermos a uma solicitação de currículo, mais estaremos demonstrando nosso interesse. Contudo, mais importante que o currículo é o "corpo a corpo". 

Comunique a todos na sua volta que você está procurando trabalho. Não tenha vergonha. No diálogo com colegas, vizinhos, amigos, familiares, conhecidos, procure descobrir o contato de pessoas para quem pode se apresentar como alguém que está procurando trabalho. 


Terceira forma de começar do zero: ofereça-se para trabalhos voluntários

Procure situações de trabalho em que você possa oferecer o seu trabalho de forma voluntária. Trabalhar de forma voluntária é uma ótima oportunidade para você demonstrar qualidades que são procuradas no mercado de trabalho, como atitude, iniciativa, organização, disciplina, motivação, capacidade de trabalhar em equipe e resiliência.



Um breve recado sobre a importância do trabalho artístico na vida do país



Outra dificuldade quando se começa do zero é ter poucos argumentos para rebater críticas das pessoas que adoram dizer que "atividades artísticas não são trabalho".

Em meu livro "Carreira Artística e Criativa", que o meu filho João Gabriel está segurando na  foto acima, esclareço que "(...) a existência da carreira profissional artística, o reconhecimento e o conhecimento de informações sobre a mesma e a estruturação do mercado para o seu exercício são ainda muito recentes. Tais fatos isolados ou em conjunto fazem com que muitas pessoas avaliem a carreira profissional artística com base em estereótipos, comparem-na com outras carreiras mais antigas e concluam que há mais dificuldades do que possibilidades. A representação de que a carreira artística é desvantajosa em relação a outras carreiras quase sempre é alimentada a partir da comparação de oferta de emprego, condições de trabalho e salário, fatores importantes no processo de escolhas profissionais, aos quais são atribuídos diferentes graus de importância conforme o contexto e o estágio de vida que uma pessoa se encontre".

Assim, falar com propriedade é fundamental. Se você está pretendendo iniciar uma carreira artística e criativa, quando alguém lhe disser que "arte e cultura não são prioridade", aproveite para esclarecer esta pessoa que arte e cultura geram valor e inovação.


"(...) as atividades culturais e criativas são vocações do Brasil; constituem ativos econômicos muito relevantes; têm alto impacto sobre a geração de renda, emprego, inclusão e valor agregado; respondem por 2,64% do PIB, um milhão de empregos diretos, 200 mil empresas e instituições e mais de R$ 10,5 bilhões em impostos; e apresentam um imenso potencial de crescimento e de contribuição para o desenvolvimento do país. O poder público precisa encarar a cultura como uma área estratégica, por sua dimensão simbólica, cidadã e econômica. Uma área, aliás, que costuma dar ao governo e à sociedade muito mais do que recebe como investimento direto ou incentivo fiscal. E uma área que precisa, para se desenvolver plenamente, de um equilíbrio entre seus segmentos, agentes, elos, cadeias de valor e modos de produção e acesso".



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sexta-feira, março 23, 2018

Morre Miranda, um produtor musical que incentivou muitas carreiras artísticas e criativas







Ontem à noite, veículos de comunicação começaram a noticiar a súbita morte do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. Com um vasto currículo, Gordo Miranda deixou um importante legado de contribuições para a música brasileira.


Sempre respeitei muito a sua curadoria musical. Em junho de 2009, época em que estava morando no Rio de Janeiro, escrevi um rápido texto, aqui no blog, sobre uma entrevista dele que eu havia lido na revista Bravo. Miranda falava sobre a carreira na música. Na época me chamou muito a atenção o trecho da entrevista que transcrevo abaixo:


Revista Bravo: Analisando o cenário atual, como você acha que um artista iniciante deve planejar sua carreira?

Miranda: Hoje existem mais possibilidades e condições de se iniciar uma carreira com autonomia. Só que isso traz junto mais responsabilidades. O artista tem de tomar conta do próprio nariz. Começa que a concorrência é enorme. O barateamento das tecnologias possibilitou que muitas pessoas passassem a produzir música. As pessoas têm estúdio em casa. Então, vá lá e faça. As carreiras têm de ser autogeridas. O artista tem de saber botar sua música na internet e saber brigar pelo palco. A equação é internet mais rua. Rua, que eu digo, é o cara assistir a shows, conhecer os lugares nos quais gostaria de tocar, conhecer os outros músicos da sua cena. O artista tem de ser público também. Não é mais o artista lá e o fã aqui. Você tem de pensar que tem uma loja. Por que as pessoas vão comprar na sua e não na outra? O artista está num mercado disputando a atenção das pessoas, uma atenção que é completamente dispersa. E os meios tradicionais ainda são importantes. O cara tem de tentar chegar ao jornal, chegar à rádio. Se for muito carismático, pode dar uma sorte e emplacar. Mas depender só de sorte e carisma, no mundo de hoje, não é viável. O cara tem de construir o caminho para decolar, se preocupar em ter um baita show. Daí é que virá o seu dividendo. Como o público já pega a música de graça na internet, ele só vai te dar dinheiro se quiser. É o conceito de amigo, que o MySpace usa muito bem. O artista tem de ser amigo do fã. Daí o fã vai pensar: "Esse aqui eu quero ver bem, esse faz um trabalho caprichado, vai levar o meu dinheiro".




O relato do Miranda, com vasta experiência no convívio com artistas (diferente de muitos youtubers que hoje querem dar dica sobre carreiras e sucesso, sem ter quase nenhuma vivência...), me fez refletir. Elaborei questões na época para os leitores do blog, mas que são atuais até hoje:


- você já percebeu que é importante definir se quer tocar como livre exercício de sua criatividade ou construir uma carreira profissional na música?

- você tem noção do que é construir uma carreira profissional?

- você entende que a vida de um artista não é apenas a visão romântica e aventureira que lemos nas entrevistas, releases ou biografias, que nela também existe competição?

- você parou para pensar que as novas tecnologias de comunicação, principalmente a internet, podem contribuir para você ter mais autonomia?

- você tem noção de que a música, no âmbito profissional, possui uma cadeia produtiva, onde várias atividades econômicas acontecem, relacionadas a produção, distribuição, comercialização e consumo. Quem é o consumidor da sua música





Miranda (à esquerda) e Thunderbird conversando no Canal Music Thunder Vision 



Muita gente irá lembrar dele como músico do rock gaúcho dos anos 80, como repórter da revista Bizz ou pela sua atuação como jurado nos programas de TV "Ídolos" (derivado do programa britânico "Pop Idol"), "Astros" e "Qual é o seu talento?". Para mim, vai ficar a lembrança de um profissional que foi um verdadeiro mentor de muitas carreiras artísticas e criativas. Miranda atuou como se fosse uma incubadora de artistas, através da ação empreendedora de apostar na diversidade da música brasileira, seja através dos selos independentes que criou, seja através da Trama Virtual, precursor serviço de hospedagem de música de artistas da gravadora Trama.


Assista o Miranda falando sobre sua carreira na entrevista do Vitrola Verde de 2013:



Miranda - Entrevista#01: "Banguela, Titãs e bandas dos anos 90"



Miranda - Entrevista#04: "A cena independente, Manguebeat, Música do Pará e prod. musical"




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terça-feira, março 20, 2018

Circuito #CulturaGeraFuturo percorrerá as cinco regiões do Brasil para capacitar produtores culturais e gestores públicos




Por Alexandre Barreto*



Em janeiro o Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão lançou a campanha "Cultura gera valor". O objetivo é mobilizar a sociedade para compreensão da Cultura como um ativo que gera emprego, renda, inclusão e que promove um desenvolvimento mais justo e sustentável.

Uma das ações é o Circuito #CulturaGeraFuturo. Segue abaixo informações do site da campanha.


Circuito percorrerá as cinco regiões do Brasil, entre abril e julho, com objetivo de capacitar produtores culturais e gestores públicos
15 de Março de 2018


O Ministério da Cultura (MinC) vai percorrer as cinco regiões do Brasil, entre abril e julho, com o Circuito #CulturaGeraFuturo, que tem o objetivo de capacitar produtores culturais e gestores públicos para lidar com os mecanismos de fomento à cultura disponíveis no Governo Federal. Equipes do MinC estarão nas 27 capitais brasileiras, levando orientações sobre a Lei Rouanet, a Lei do Audiovisual, o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e outros mecanismos. Haverá também um módulo voltado a patrocinadores.

Durante o lançamento do Circuito #CulturaGeraFuturo, nesta quinta-feira (15), em São Paulo, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, anunciou que a primeira capital a receber o evento será Macapá (AP), no próximo dia 2 de abril. O Amapá foi um dos três estados onde não houve captação de recursos via Lei Rouanet em 2017. Os outros foram Acre e Roraima. “Queremos mudar este cenário e ampliar o uso dos mecanismos de fomento à cultura em todas as regiões. Vamos capacitar e estimular proponentes e gestores públicos, qualificar projetos e atrair mais patrocinadores”, disse o ministro.

Em 2018, há R$ 1,35 bilhão para a Lei Rouanet; cerca de R$ 300 milhões para a Lei do Audiovisual; e cerca de R$ 1,2 bilhão para o programa #AudiovisualGeraFuturo, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, José Paulo Soares Martins, destacou a importância do contato direto com quem atua e investe na cultura. “Não se administram mecanismos de fomento importantes como esses ficando apenas num gabinete em Brasília. É preciso conhecer de perto a realidade do País”, disse Martins.

Os encontros do Circuito #CulturaGeraFuturo terão formato de seminário, com duração prevista de um dia em cada capital. Uma equipe da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, responsável pela gestão da Lei Rouanet, explicará como funciona este que é o principal mecanismo de fomento à cultura do País, orientando os participantes e tirando dúvidas sobre a apresentação de projetos.

Depois, técnicos da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Secretaria de Audiovisual (SAv) do MinC falarão sobre as oportunidades no campo do audiovisual, inclusive os novos editais do programa #AudiovisualGeraFuturo, lançados em fevereiro e março, que contam com R$ 551 milhões do FSA. Também participarão técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de outras áreas. O ministro também participará de diversas etapas.


Conheça o site da campanha #CulturaGeraFuturo



Veja a apresentação do circuito


Calendário de encontros do Circuito #CulturaGeraFuturo:
(a
s datas poderão sofrer alterações)

02 de abril – Macapá (AP)
06 de abril – Fortaleza (CE)
09 de abril- Brasília (DF)
13 de abril – Porto Velho (RO)
16 de abril – Rio Branco (AC)
20 de abril- Belo Horizonte (MG)
23 de abril – Maceió (AL)
26 de abril – Florianópolis (SC)
04 de maio – Curitiba (PR)
07 de maio – Natal (RN)
11 de maio – Campo Grande (MS)
18 de maio – João Pessoa (PB)
21 de maio – Porto Alegre (RS)
25 de maio – Rio de Janeiro (RJ)
28 de maio – Salvador (BA)
08 de junho -Palmas (TO)
11 de junho – Goiânia (GO)
15 de junho – Aracaju (SE)
18 de junho – Recife (PE)
22 de junho – Belém (PA)
26 de junho – Vitória (ES)
29 de junho – Boa Vista (RR)
02 de julho – Manaus (AM)
06 de julho – São Luís (MA)
09 de julho – Teresina (PI)
13 de julho – Cuiabá (MT)
16 de julho – São Paulo (SP)


Fonte: http://culturagerafuturo.com/circuito-culturagerafuturo-estara-em-27-capitais/


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sábado, março 03, 2018

Ministério da Cultura e Unesco lançam Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais






Por Alexandre Barreto*



Após dois meses envolvido com minha esposa e filho (João Gabriel nasceu na virada do ano) e com o projeto da startup Musical Work no programa de pré-aceleração de empresas inovadoras e startups do estado do Acre, estou hoje retomando as postagens. E começo 2018 com boas notícias. Compartilho abaixo as informações publicadas no site do Ministério da Cultural dia 01/03/2018.


MinC lança primeiro manual de exportação de bens e serviços do setor cultural


O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lançou nesta quinta-feira (1º) o primeiro Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais. Com vistas a estimular os empreendedores a levarem a diversificada produção cultural brasileira para além das fronteiras do País, o manual apresenta orientações sobre os caminhos para exportar.



O lançamento ocorreu em São Paulo, com a presença do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e de empresários, empreendedores culturais e artistas. Também participaram do evento representantes do escritório Cesnik, Quintino e Salinas Advogados, responsável pela elaboração do guia.



"A economia criativa no Brasil já tem um peso econômico muito significativo, correspondente a 2,64% do PIB, cerca de 1 milhão de empregos diretos e R$ 2,5 bilhões em arrecadação de impostos. Mas nossa produção cultural e criativa ainda é muito voltada ao mercado interno, salvo honrosas exceções", afirmou Sá Leitão. "É uma obrigação da política cultural incentivar os nossos empreendedores culturais para que eles possam, cada vez mais, buscar a circulação de seus bens e serviços no exterior. Precisamos exportar mais e esse manual é para isso, para facilitar a vida do empreendedor cultural", destacou.

"O Brasil tem um potencial enorme de exportação de bens e serviços culturais. Mas tem muita gente que não sabe nem por onde começar. O Manual dá aos potenciais exportadores o caminho das pedras para buscar mercados fora do País", destacou o secretário da Economia da Cultura do MinC, Mansur Bassit.

O Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais, disponível no portal do MinC, abrange cinco segmentos da indústria criativa: TV e Mídias Digitais, Cinema, Música, Games e Publicidade. Concebido a partir da visão estratégica da cultura como ativo econômico do País, o guia reúne informações que estão dispersas em diversos órgãos, facilitando agora a vida do empreendedor cultural disposto a exportar.

A ferramenta traz informações sobre acesso a mercados, exigência de vistos, regimes tributários, cobrança de taxas, necessidade de documentos adicionais, procedimentos e prazos de tramitação, modelos de contratos, feiras de negócios, além de links de instituições públicas e privadas envolvidas no processo de exportação. Também congrega dados das atividades criativas e projeções de crescimento do segmento no Brasil e no mundo nos próximos anos.


Cenário promissor

O Manual de Exportação de Bens Culturais surge diante de um cenário promissor e se soma a diversas outras medidas que vêm facilitar as exportações para o empreendedor cultural brasileiro.


Apesar da crise econômica mundial, nos últimos anos, a exportação de bens e serviços culturais praticamente dobrou no mundo, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Entre 2005 e 2015, as exportações de serviços culturais passaram de US$ 15,4 trilhões para US$ 33,8 trilhões. No mesmo período, as exportações de bens culturais foram de US$ 118 trilhões para US$ 191 trilhões.



O Brasil também segue a tendência de ampliação das exportações, mas projeções de consultorias especializadas indicam que o País tem potencial de aumentar sua participação no mercado cultural internacional, considerando a alta produção brasileira de bens e serviços deste segmento.



A indústria cultural e criativa vai crescer a índices superiores aos da economia tradicional, tanto no Brasil quanto no mundo, segundo projeções de consultorias econômicas. E o mercado de mídia e entretenimento no Brasil deve crescer a taxas superiores às da média mundial: 4,6%, enquanto a projeção da média mundial é de 4,2%, até 2021, segundo a PricewaterhouseCoopers (PwC).

As exportações de serviços audiovisuais brasileiros cresceram 138,9% entre 2014 e 2016. Em 2016, o Brasil vendeu para outros países mais de US$ 176 milhões.


Cooperação


O manual vai preparar os produtores culturais para a abertura do mercado internacional à produção nacional, amparada por acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro e em processo de negociação. O Brasil é signatário de diversos acordos, protocolos de entendimento, declarações e outros instrumentos de direito internacional para cooperação cultural.



Além disso, o Ministério da Cultura articula cooperação com instituições como a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) para que bens e serviços culturais sejam integrados às ações e programas de exportações dessas entidades.



Outra ferramenta que vai facilitar as exportações é o ATA Carnet, um passaporte aduaneiro internacional, emitido pela CNI em um prazo de 24 a 48 horas, que permite a exportação e a importação temporária de produtos livre de impostos de importação por um ano. É válida em 77 países, incluindo o Brasil, desde 2016.

O MinC também lançou este ano, em parceria com a Unesco, um edital para contratação de empresa que fará o mapeamento tributário da cadeia produtiva de setores da economia da cultura, cujo objetivo é elaborar estudo para o fortalecimento dessas cadeias produtivas no Brasil.

No primeiro momento, serão estudados os regimes regulatório e tributário incidentes sobre cinco setores culturais – música, mercado editorial, audiovisual, jogos eletrônicos e artes visuais. A ideia é identificar aspectos jurídicos e normativos relevantes que incidem sobre esses setores e propor medidas para aperfeiçoar os ambientes regulatórios e de negócios. As propostas serão recebidas até a próxima segunda-feira (5).








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sexta-feira, dezembro 22, 2017

Artista, você tem alguma dor de cabeça para vender shows?





Por Alexandre Barreto*



Artistas cada vez mais entendem a necessidade de organizar melhor sua forma de interagir com o mercado. Na medida em que começam a planejar melhor suas atividades, percebem que existem uma série de atividades que fazem parte de sua carreira, além de compor, tocar e cantar. É preciso estruturar sua assessoria de comunicação. É preciso construir uma audiência. É preciso fazer projetos. É preciso promover o seu trabalho. É preciso fazer shows. É preciso fazer vídeos. É preciso ensaiar em estúdio. É preciso construir alianças. Tudo ao mesmo tempo. Some-se a isso mais um fator que toma tempo: realizar atividades profissionais fora da música para garantir uma melhor sustentabilidade.



Falta de tempo, cachês baixos, baixa exposição na mídia. Essas e outras dores afligem o dia a dia dos artistas. Essas e outras dores dificultam se conseguir manter uma agenda regular de shows.



Pensando nessas "dores" surgiu o projeto Musical Work. 



Musical Work é uma iniciativa empreendedora que foi selecionada para o programa de pré-aceleração de empresas inovadoras e startups, realizado pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Acre, em 2017.

Consultor Yuri Gitahy ministrando workshop na Biblioteca da Ufac


Hoje completamos um mês de pré-aceleração. Neste curto espaço de tempo, assistimos workshops e palestras com Yuri Gitahy (fundador da Aceleradora, primeira aceleradora de startups do Brasil), Alex Lima (membro do SebraeLab do Acre), Gustavo Gorestein (co-fundador das plataformas Poup e Bxblue), Tatiana Pezoa e Horacio Poblete (co-fundadores da Trustvox), Victor Hugo (fundador da Trackage), Camila Farani (Shark Tank Brasil), entre outros. Muito conteúdo. Uma imersão nos conceitos de empreendedorismo, inovação, lean startup, modelos de negócios, validação, inside sales, inbound marketing, growth hacking. 



Empreendedores do programa de pré-aceleração com Gustavo Gorestein


Neste momento estamos trabalhando as validações iniciais. Queremos entender como os artistas percebem as dores do dia a dia. Se você é artista e tem problemas relacionados a venda de seus shows, nós queremos conhecer as suas dores. Nós queremos conhecer os seus problemas.

Entre em contato pelo Facebook , whatsapp (21) 97627-0690 ou pelo e-mail alebarreto@gmail.com


(texto originalmente postado no blog Musical Work)



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quarta-feira, dezembro 06, 2017

"A prioridade é ensinar os alunos a raciocinar de forma independente e não a decorar fórmulas para passar em provas"





Por Alexandre Barreto*



A frase que dá título a este texto é de Marja Martikainem, Diretora da Escola Viikki. Trata-se de um depoimento no vídeo "Lições da Finlândia", reportagem da jornalista Claudia Wallin, radicada na Suécia e autora do livro "Um país sem excelências e mordomias".

Ao longo de pouco mais de 7 minutos, Claudia mostra como um país pobre até a década de 50 conseguiu transformar sua realidade através de uma radical reforma na educação.

Parlamento trabalhando com foco no desenvolvimento da nação, valorização crescente dos professores e educação pública de qualidade em todos os níveis são algumas pistas sobre como a Finlândia se tornou quarto colocado no ranking de competitividade e o terceiro país menos corrupto do mundo.


Assista o vídeo



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terça-feira, dezembro 05, 2017

Ex-fuzileiro naval criou um traje voador e impressionou os participantes do Wired Festival Brasil





Por Alexandre Barreto*



Há anos percebo que a expressão "produção cultural" fica cada dia mais associada à revolução digital em curso. O mesmo ocorre com a gestão cultural. Ambas vem sendo fortemente impactadas pelas novas tecnologias de informação e comunicação e também pelo que está se chamando de Quarta Revolução Industrial ou Revolução 4.0. O pouco que conhecemos sobre carreiras artísticas e criativas vem sendo rapidamente ressignificado.

O Jornal O Globo publicou vários textos sobre o Wired Festival 2017, encontro de inovação, tecnologia, negócios disruptivos e novos comportamentos.

"Os impactos da revolução digital na produção cultural" texto de Sérgio Matsuura, fala sobre novas expressões como a plataforma Queremos! e o projeto Favelagrafia

"Mercado de trabalho precisa se adaptar aos millennials" texto de Gabriela Viana, traz as reflexões de Daniela Falcão, diretora da Edições Globo Condé Nast, sobre os desafios de se trabalhar com os jovens. Segundo ela, trata-se de uma geração que valoriza o trabalho com propósito. 

"Especialista dá dicas de como identificar as tendências do futuro", texto de Sergio Matsuura, traz o registro da palestra de Rohit Bhargava, professor da Universidade Georgetown e fundador da Non-Obvious Company. Ele pesquisa o que pode ou não se tornar tendência no comportamento das pessoas.

"Wired Festival discute a participação dos maturis no mercado de trabalho", texto de Gabriela Viana, registra o depoimento de Lucas Bittencourt, CEO da Nuper, startup que realiza compras de supermercado para pessoas que não têm tempo para fazê-las, no trabalho com profissionais a partir de 50 anos, os "maturis".

"Drones são o futuro", texto de Gabriela Viana, traz um relato de Carlos Candido, cofundador do Mirante Lab, sobre o workshop de construção de drone realizado no evento.

Por fim, acrescento ainda a esta seleção "Wired Festival traz criações do futuro em áreas como inteligência artificial", texto de Gabriela Viana e Sergio Matsuura, sobre o britânico Richard Browning, ex-fuzileiro naval que criou um traje voador e passou a ser conhecido como "Homem de Ferro". Assista o vôo dele.





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terça-feira, novembro 07, 2017

"Para você entrar com uma ação popular, só basta ter o título de eleitor, vontade e não ter medo"




Por Alexandre Barreto*


A ideia de que crise também pode ser sinônimo de oportunidade vem ganhando terreno no âmbito do combate à corrupção no Brasil. Aumenta a cada dia o número de denúncias. Aumenta a cada dia o número de investigações. Aumenta a cada dia a atenção da mídia com este assunto. E o principal: aumenta a cada dia o número de pessoas que toma coragem e resolve entender, fiscalizar e investigar os gastos públicos.







Dia 05 de novembro, o programa Fantástico da TV Globo exibiu a reportagem "Conheça brasileiros que resolveram denunciar corrupção de governantes". E ela começa com a história da atitude política de uma mulher: Daniele Schatz. Como vários brasileiros, ela ficou furiosa com o fato de políticos receberem auxílio para alimentação. "A gente não é obrigado a pagar café da manhã, almoço e janta. Eles já tem um salário bom para isso", desabafou ela para o repórter. Mas Daniele não aceitou que "no Brasil os políticos são assim". Tomou uma atitude. Resolveu começar a fiscalizar como estava sendo gasto o dinheiro público. Detalhe: ela não é advogada ou especialista em legislação.






Daniele se informou que poderia mover uma ação popular e não parou mais. E ensina: "para você entrar com uma ação popular, só basta ter o título de eleitor, vontade e não ter medo"

A reportagem mostra também o trabalho realizado pela ONG Vigilantes da Gestão Pública, pela ONG Observatório Social e pela Operação Serenata de Amor, projeto que utiliza inteligência artificial para fiscalizar os gastos dos deputados.


Assista a reportagem




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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) . Empreendedor que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças. Escreveu os livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa
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