sexta-feira, março 24, 2017

Tudo sobre as novas mudanças na Lei Rouanet

Mudanças propostas pelo Ministério da Cultura priorizam melhorias no sistema de prestação de contas e incentivo para projetos realizados nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, 




Por Alê Barreto *
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças



Esta semana, recebi um e-mail do Ministério da Cultura informando que as propostas de projetos para Lei Rouanet podem ser cadastradas normalmente, mas os processos de admissão somente serão retomados a partir de 10/04/2017.

Os ajustes no sistema de tecnologia e processos de admissão de propostas de projetos culturais para Lei Rouanet visam garantir a adequação a nova Instrução Normativa para o Incentivo Fiscal da Lei Rouanet (IN 1/2017), que substitui a publicada em 2013 (IN 1/2013).



Mas afinal, o que é mesmo "Lei Rouanet"?

A Lei 8.313/91, conhecida como "Lei Rouanet", é um mecanismo de incentivo fiscal. A pessoa interessada em buscar recursos através desta lei, deve apresentar uma proposta cultural ao Ministério da Cultura. Caso seja aprovada, receberá a autorização para captar recursos junto a pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real visando à execução do projeto.




O que vai mudar na Lei Rouanet?


Critérios de inscrição

Como era: o proponente devia comprovar apenas sua atuação na área cultural nos dois anos anteriores, mas sem especificação da área.

Como fica: O proponente deve comprovar ter realizado, nos dois anos anteriores, projeto em área cultural conexa à proposta apresentada. Assim, se o produtor não tiver realizado projeto na área de música nos últimos dois anos, ele não poderá inscrever um novo projeto nesta área utilizando sua pessoa jurídica, e terá de buscar empresa que tenha realizado na área específica nos últimos 24 meses. Serão liberados da exigência produtores que estejam se inscrevendo pela primeira vez; nesse caso, o MinC delimita um teto de R$ 200 mil por projeto.



Etapas de avaliação, aprovação e captação

Como era: A fase de captação de recursos era a última etapa do processo, e só se iniciava após a aprovação do MinC.

Como fica: o processo de aprovação de um projeto é dividido em etapas: inscrição, análise técnica de parecerista, análise e sugestões da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), e aprovação do MinC (autorização para captação e publicação no Diário Oficial ). Pela nova proposta, após a fase de admissão do projeto, o proponente receberá, junto ao número de inscrição, uma autorização para captar 10% do valor total aprovado, e o projeto só segue à fase de análise e sugestões (CNIC) se captar 10% do total admitido.



Manejo de recursos e prestação de contas

Como era: era possível movimentar recursos por cheques, o que não é mais. O limite de saques era de apenas R$ 100 por dia. E não havia cartões para a movimentação. Já a prestação de contas era toda manual, e os documentos eram enviados fisicamente para o MinC.

Como fica: Os recursos também passam a ser movimentados por cartão magnético, e os proponentes passam a ter direito de fazer saques de até R$ 1 mil por dia. A movimentação destes recursos — por cartão, saques, transferências — poderá ser visualizada on-line, em tempo real. A prestação de contas também passa a ser realizada on-line, e poderá ser acompanhada em tempo real, pelo Portal da Transparência.



Teto para cachês artísticos


A nova IN oficializa uma exigência prévia da CNIC de 2013 para cachês: R$ 30 mil para artista ou modelo solo (em produções de moda), e R$ 60 mil para grupos artísticos ou de modelos. No caso de orquestras, R$ 1,5 mil por músico e até R$ 30 mil ao maestro. Valores maiores dependerão de aprovação da CNIC. Custos relacionados a direitos autorais e conexos seguem limitados a 10% do total do projeto.



Teto de valor do ingresso e cotas


Como era:
o valor máximo para ingressos de projetos culturais incentivados era de R$ 200, equivalente a quatro vezes o vale-cultura (R$ 50).

Como fica: a nova regra estipula um novo valor médio máximo dos ingressos: R$ 150, o que equivale a três vezes o benefício do vale-cultura (R$ 50). A nova IN não altera a cota de 30% de ingressos distribuídos gratuitamente, e a de 20% com entradas com preço limitado ao valor do vale-cultura.


Cota de projetos ativos

Como era:
cada proponente podia gerir a seguinte quantidade de projetos: dois para microempreendedor individual (MEI) e pessoa física, e cinco para demais pessoas jurídicas.

Como fica: há novos limites de projetos ativos por proponente: quatro para MEI e pessoa física; seis para empresário individual; e dez para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), e demais pessoas jurídicas.


Cota de recursos


Como era: o máximo de recursos a ser concentrado por proponente estava limitado a um percentual do valor autorizado para renúncia fiscal do ano em curso: 0,05% para pessoa física, e 3% para pessoa jurídica.

Como fica: o máximo de recursos a ser concentrado pode ser limitado a: R$ 700 mil para MEI e pessoa física; R$ 5 milhões para empresário individual; R$ 40 milhões para Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), e demais pessoas jurídicas.


Teto máximo por projeto


Como era: não havia valor máximo estipulado para cada projeto. Porém cada produtor podia captar no máximo R$ 40 milhões para diferentes projetos.

Como fica: foi estabelecido o valor máximo de captação via Rouanet de R$ 10 milhões por projeto, com limite de R$ 40 milhões a projetos simultâneos de um mesmo proponente. A exceção ao limite (R$ 10 milhões) são projetos de temática de patrimônio, da área museológica e Planos Anuais, que não terão limite do valor.


Limite de lucro por projeto


Como era: não havia limitador da lucratividade do projeto realizado com incentivo fiscal.

Como fica: o valor total da receita bruta de cada produto cultural incentivado não pode ser superior ao incentivo fiscal previsto para o projeto.



Descentralização de recursos

Como era: não havia uma instrução para determinar e diferenciar o valor máximo a ser manejado por um proponente de acordo com as diferentes regiões do país.

Como fica: para propostas a serem realizadas integralmente no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o teto de captação por cada projeto é 50% maior, ou seja, de R$ 15 milhões. Produtores que atingirem o limite de R$ 40 milhões poderão apresentar novos projetos de até R$ 20 milhões se eles se destinarem a essas regiões. Para tais projetos os custos de divulgação também podem ultrapassar os 20% do valor do projeto e chegar a 30%.



Alteração no valor de itens do orçamento

Como era: o limite para alterações no valor de itens orçamentários, sem autorização do MinC, era de 20% em relação ao valor do item.

Como fica: o valor de cada item do orçamento poderá ser alterado sem necessidade de justificativa ou autorização do MinC dentro de um limite de até 50%.



Teto para projeto audiovisual


Como era: Não havia valores máximos de captação estipulados e diferenciados para projetos audiovisuais de diferentes formatos.

Como fica: serão fixados tetos para projetos de diferentes formatos: R$ 800 mil para média-metragem; R$ 600 mil para mostras e festivais; e R$ 50 a R$ 300 mil para sites e séries na web.



Fontes:

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Alexandre Barreto é administrador, consultor e palestrante. Criador da marca e blog "Produtor Independente", desde 2006 inspira artistas, produtores e empreendedores no Brasil. Administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS) e MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e Associação Brasileira de Gestão Cultural. É autor dos livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e Criativa Saiba mais


tags: Lei Rouanet, IN 1/2017, Ministério da Cultura, projetos para Lei Rouanet, captação de recursos

terça-feira, março 21, 2017

Conheça o livro "Por um Brasil Criativo" organizado por Cláudia Leitão e Ana Flávia Machado


"Por um Brasil Criativo" organizado por Cláudia Leitão e Ana Flávia Machado se dirige 
à discussão conceitual, ao estudo da metodologia, ao impacto das ações 
no território e às demandas postas ao setor educacional




Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças



Recebi hoje uma excelente notícia, compartilhada no Facebook pelo Romulo Avelar: tem novo livro sobre o tema economia criativa disponível na rede. Trata-se do livro "Por um Brasil Criativo" organizado por Cláudia Leitão e Ana Flávia Machado. 


A obra é composta pelos seguintes textos:

1 - Uma economia política da cultura e da criatividade
César Bolaño (UFS), Ruy Sardinha Lopes (USP) e 
Verlane Aragão Santos (UFS) 

2 - Economia Criativa: mediação entre cultura e desenvolvimento
Bárbara Freitas Paglioto (UFMG)

3 - Economia da Cultura e Economia Criativa: consensos e dissensos
Ana Flávia Machado (UFMG)

4 - A produção de informação sobre os campos cultural e criativo brasileiro 
Cristina Lins

5 - Metodologias alternativas para tratar a Economia Criativa: análise de redes sociais Rodrigo Cavalcante Michel (UFMG)

6 - Cultura, criatividade e desenvolvimento territorial: reflexões sobre Redes e Sistemas Produtivos de Economia Criativa 
Luiz Antônio Gouveia Oliveira (IBGE)

7 - Economia Criativa e educação: desafios, reflexões e novos caminhos
Luciana Lima Guilherme (UFRJ) e Raquel Viana Gondim (UNIFOR)

8 - No limiar do novo: desafios para o financiamento da Economia Criativa no Brasil
Marco Acco (UFPB)

9 - Os "pouco criativos" incentivos fiscais para a cultura brasileira
Luma Cavaleiro de Macedo Scaff e Fernando Facury Scaff (USP)


Baixe o livro



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segunda-feira, março 20, 2017

Comece a segunda consultando o Calendário 2017 da Gaveta Produções


Da Gaveta mantém um calendário atualizado com informações 
que auxiliam a captação de recursos através de leis de incentivo e editais





Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças



Segunda não é só dia de agir de forma operacional. É dia também de planejamento e estratégia. E planejar é manter-se atualizado. Se você está querendo saber quais editais estão abertos, prazos de leis de incentivo (lembrando que não é a única fonte de captação possível) e resultados de seleções públicas, recomendo o Calendário 2017. Recebi hoje a dica da produtora empreendedora Letícia Tórgo, no grupo Produtor Independente.



Conheça o calendário.



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sexta-feira, março 17, 2017

Estão abertas as inscrições para o programa Observatório Itaú Cultural de Pesquisa em Economia da Cultura 2017


O Observatório Itaú Cultural foi criado com foco na gestão, na economia e nas políticas culturais





Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças




Estão abertas as inscrições para o programa Observatório Itaú Cultural de Pesquisa em Economia da Cultura 2017. Segue abaixo informações do site.



[Início da transcrição]


Temos o prazer de anunciar a criação do programa Observatório Itaú Cultural de Pesquisa em Economia da Cultura 2017, dedicado a fomentar a produção de reflexões sobre o setor cultural e a compartilhar as experiências e os conhecimentos resultantes. De abrangência internacional, o programa premiará projetos ligados a universidades ou centros de pesquisa no Brasil e no exterior. O objetivo é reunir estudos da economia da cultura em vários aspectos, como sistemas de informação, indicadores, financiamento, internacionalização, mercado de trabalho, demanda e desenvolvimento territorial.

Serão contemplados até dez projetos, abrangendo duas carteiras:

Pesquisa em Andamento

Voltada para o incentivo a projetos de pesquisa (em desenvolvimento ou a ser desenvolvidos) sobre o campo amplo da economia da cultura. O projeto contemplado receberá apoio financeiro no valor máximo de 24 mil reais, divididos em até doze parcelas.

Pesquisa Concluída

Voltada para a divulgação de pesquisas, monografias, dissertações, teses, análises e estudos comparados cujo tema esteja relacionado ao campo amplo da economia da cultura. A pesquisa não pode ter sido publicada no todo por editora comercial. Se houve publicação de partes (artigos ou capítulos), caberá à comissão responsável decidir sobre a premiação ou não. A cada autor do trabalho concluído contemplado será oferecido apoio financeiro no valor de 5 mil, 10 mil ou 15 mil reais, proporcionalmente ao tempo, à metodologia e à complexidade de realização da pesquisa.

Os proponentes deverão ter nível de graduação ou pós-graduação (especialização, MBA, mestrado, doutorado e pós-doutorado) nas áreas de ciências humanas, ciências sociais aplicadas ou de linguística, letras e artes. Os candidatos poderão se inscrever apenas uma vez em cada uma das carteiras.

As inscrições são gratuitas e poderão ser efetuadas de 13 de março a 30 de abril de 2017, através deste FORMULÁRIO.

Acesse o regulamento.


[Fim da transcrição]




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tags: programa Observatório Itaú Cultural de Pesquisa em Economia da Cultura, reflexões sobre o setor cultural, estudos da economia da cultura

quarta-feira, março 15, 2017

Site Gestão de Bandas aposta na profissionalização do mercado musical e no desenvolvimento do músico empreendedor


Gestão de bandas oferece serviços de capacitação para gestão





Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças




Tem serviço novo para quem está desenvolvendo carreira na área da música. Conversei com o Fábio Marx, um dos fundadores do site Gestão de Bandas (GB).



Produtor Independente - A ideia de criar um site de gestão de bandas começou com uma necessidade própria? Você gerenciava uma banda?

Fábio Marx - A proposta da plataforma da Gestão de Bandas (GB) foi consequência de uma experiência prática, documentada e vivida na rotina de trabalho com pelo menos uma centena de músicos, de diversas bandas e projetos solos.

A história começou com um convite por parte de uma banda para eu colaborar com eles. Na época eu cursava administração, e como é comum neste curso a análise de negócios de diferentes mercados, eu acabei topando.

Como eu desconhecia totalmente esse mercado, iniciei um processo de pesquisa pela internet, redes sociais e livrarias e surpreendi-me pela dificuldade em encontrar material a respeito de um mercado bilionário, que é o mercado musical.

Sem falar que o material era arcaico, induzia o músico a pensar no mercado musical dos anos 80, 90 e início dos anos 2000.

Depois do convite e algumas bandas atendidas, abri uma produtora e comecei a trabalhar em duas frentes: gerenciamento e eventos. A experiência foi enriquecedora e decidi que gostaria de compartilhar esse material com a maior quantidade possível.

Enquanto eu desenhava o plano de negócios, eu descobri que tinha um projeto muito semelhante ao que eu tinha em mente, que se chamava Músico360, do Ivan Junior.

Marquei uma reunião com ele e percebemos que as ideias e planejamento eram muito semelhantes. Foi aí que resolvemos unir os dois negócios em um só e juntos fundamos a GB em julho de 2016.


Produtor Independente - Os serviços oferecidos no Gestão de Bandas são baseados em metodologia própria ou em conhecimentos existentes no campo da gestão? A propósito, alguém no site tem experiência ou estudou gestão? 


Fábio Marx - Eu venho do curso de administração e o Ivan de projetos. Pegamos o conhecimento existente no campo da gestão e montamos uma metodologia voltada para o músico e também para o empresário artístico, que é o Músico360.

Esse modelo, que foi inicialmente desenvolvido pelo Ivan, foi aperfeiçoado e em cima dele montamos a grade com mais de 70 cursos será disponibilizado na plataforma até 2018, sendo que 19 deles já foram lançados, e mais os artigos no blog, entrevistas e outros materiais.

Essa metodologia envolve o olhar sistêmico, uma visão holística de todos os processos que envolvem a carreira de um artista.

Essa base de processos gira ao redor de 05 fundamentos: criação de valor, marketing, vendas, produção (entrega de valor) e finanças. Esses fundamentos nós não inventamos, mas ele foi bem estruturado pelo Josh Kaufman.

Observamos muitos erros de planejamento, muitos processos sendo ignorados e um descuido enorme na gestão das finanças, principalmente no fluxo de caixa.

Já vimos produções que consumiram todo o dinheiro da banda, e aí não tinha dinheiro para trabalhar o material, a concepção do show, material gráfico, imprensa, fotografia, vídeos e outros. O resultado era uma grande obra musical sem alcance, sem público, sem material que agregasse valor.



Produtor Independente - Como é falar sobre gestão, que remete a organização, padronização, processos organizados, para um público que muitas vezes acha que o barato da arte é a falta de organização?

Fábio Marx - Tem uma frase do Paul Freet que eu uso muito nas reuniões com músicos: “Todo negócio é um processo que pode ser repetido e que gera dinheiro. Todo o resto não passa de um hobby”.

Essa é a primeira decisão de todo músico, dupla, trio ou banda: se todos estão em comum acordo e encarar a música como um produto, e explorar comercialmente isso; ou irão levar a música como uma atividade secundária, sem a responsabilidade que um negócio exige.

Nossa missão na Gestão de Bandas é educar, mostrar que adotando processos e se tornando mais profissional, ele terá mais oportunidades. Ele precisa querer isso, e nós ajudamos ele nessa transformação.



Produtor Independente - Na sua opinião, em que estágio da carreira um artista precisa contar com uma gestão profissional? 


Fábio Marx - Desde o início o artista precisa saber onde está entrando, as dificuldades e os processos que envolvem a gestão de uma carreira musical. Seria ideal que seguíssemos o exemplo de bandas europeias, onde a banda, independente do seu estágio, possui um manager auxiliando, que geralmente é um amigo ou conhecido próximo.

Se ele não possui condições financeiras para pagar alguém para isso, ele terá que dominar os processos e fazer por conta para deixar a “casa organizada”. Isso é bom porque mostra profissionalismo.

E é justamente isso que grandes produtoras, selos e gravadoras querem das novas bandas e artistas: uma carreira mais estruturada e profissional.

Na nossa plataforma, além de atender músicos, os cursos também são voltados para quem deseja participar desse processo. Por isso é comum encontrar na nossa plataforma empresários, produtores, selos musicais e entidades de gestão coletiva.



Produtor Independente - Tem crescido no Brasil a oferta de coaching, cursos, treinamentos e publicações voltadas ao desenvolvimento profissional. Partindo dessa tendência, o que seria o diferencial do gestão de bandas? 


Fábio Marx - Poderia citar cinco grandes diferenciais.

Primeiro, é o acesso imediato ao treinamento. Com apenas R$33,97 por mês ele tem acesso a todos os cursos Premium e lista de editais e festivais disponíveis. Quem chega na plataforma tem todo o suporte e orientação para começar, sem precisar passar por um lançamento de produto e arcar com um alto valor de investimento.

Segundo, contamos com um time de instrutores, cada um atendendo a sua área. Tirando eu e o Ivan, temos o Felipe Tazzo, Pedro Valli e Eduardo Panozzo como instrutores. E estamos trabalhando com mais três novos instrutores, que lançarão novos cursos já em março e abril desde ano.

Terceiro, a plataforma possibilita interação com outros músicos e profissionais cadastrados na plataforma. Quando você faz seu cadastro gratuito, você cria um perfil de rede social e utiliza a linha do tempo para expor seus trabalhos, realizar contatos profissionais e fazer intercâmbio com outras bandas e músicos cadastrados.

Quarto, cada conjunto de ações de aprendizado dentro da plataforma, como concluir uma série de cursos e fazer amizades, por exemplo, o membro ganha pontos e conquistas. Quanto mais cursos conclui, mais aprende, e sua pontuação sobe. Aos membros com boa pontuação nós indicamos para produtoras, selos, investidores e gravadoras parcerias.

Quinto, nosso suporte é imediato. Temos diferentes canais onde o aluno envia dúvidas e nós tratamos de responder imediatamente. Entre outras funções, acredito que estas sejam as mais diferentes do que existe hoje no Brasil, em relação a parte de educação.

E um bônus, é que a Gestão de Bandas e para todos. Vemos muitos agentes concentrando toda informação em si mesmos, se postando como autoridades. Não acreditamos que isso funcione por muito tempo. O conhecimento de mercado tem capilaridade e a nossa busca é trazer o especialista de cada ponta, e não nos colocar como detentores de todos os segredos. A GB é o meio que conecta experts, iniciantes e investidores da música.


Produtor Independente - Que sugestões práticas você daria para uma pessoa que está começando a pensar em organizar a gestão de seu trabalho artístico? 


Fábio Marx - Olhe para o dinheiro. Parece papo de capitalista, mas essa é a verdade. Não estou dizendo para olhar o dinheiro em primeiro lugar, mas sim olhar TAMBÉM para o dinheiro. Infelizmente, arte por arte ainda é utopia e você precisa ganhar dinheiro para pagar as contas.

Isso não significa mudar os seus valores pessoais. Significa cuidar do negócio. Ao pensar nisso, você passa a enxergar a necessidade de monitorar seu fluxo de caixa, de ter mais fontes de receita do que despesas e assim por diante.

E ao pensar nisso, você inevitavelmente começa a enxergar sua carreira musical como um negocio de verdade, que precisa de cuidados específicos.

Outra boa dica é assinar um plano na GB.



Conheça o site Gestão de Bandas



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terça-feira, março 14, 2017

Já pensou em trabalhar na Netflix?


A Netflix distribui conteúdo em mais de 20 idiomas




Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças



E se de usuário da Netflix você passasse para funcionário da Netflix? Trabalhar numa multinacional que distribui conteúdo globalmente pode ser uma boa oportunidade de você conhecer melhor o mercado audiovisual, antes de se aventurar como produtor.


No site da Netflix existem várias oportunidades em aberto, em áreas como Conteúdo, Design, Tecnologia de Informação, Serviços ao Cliente, Marketing, Inovação em Produtos, entre outros.


Pesquise oportunidades de trabalho no site da Netflix





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tags: Netflix, mercado de trabalho, streaming, carreiras artísticas e criativas

sábado, março 11, 2017

Sérgio Bernardes, 65 anos de uma carreira criativa


O arquiteto é considerado um dos mestres da arquitetura moderna brasileira



Por Alê Barreto
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Neste sábado assisti "Bernardes", documentário que narra a vida do arquiteto Sérgio Bernardes, que tem a direção e roteiro de Gustavo Rodrigues e Paulo de Barros e argumento de Thiago Bernardes, neto do arquiteto. O longa-metragem, que foi finalista do 19º Festival Internacional de Documentários “E tudo Verdade”, é mais uma excelente fonte que recomendo para quem estuda o tema "carreiras artísticas e criativas".


Conheça o site do filme


Conheça mais informações no site da Bernardes Arquitetura



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quinta-feira, março 09, 2017

Spcine, empresa de cinema e audiovisual de São Paulo, inova na distribuição de filmes


Uma plataforma digital sob demanda com olhar especial para a produção paulista




Por Alê Barreto
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Escrevi há pouco tempo: "a inovação precisa ir além da estética. Precisamos inovar na distribuição, comercialização e consumo dos serviços". Para minha alegria, ontem, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, chegou uma boa notícia.

Cientes de que a distribuição de filmes brasileiros esbarra em falta de salas e no desinteresse dos grandes distribuidores de filmes, e atentos para a tendência de se assistir filmes em dispositivos móveis, a Spcine, empresa de cinema e audiovisual de São Paulo, anunciou o lançamento do SPVod, serviço de streaming para distribuição de longas brasileiros recentes e de catálogo, com ênfase na produção paulistana.

O anúncio foi feito durante a feira de audiovisual RioContentMarket.


Leia a matéria na íntegra no jornal O Globo








Saiba mais sobre a Spcine e sobre as empresas  O2 Play e Hacklab, responsáveis pelo novo serviço.



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tags: Spcine, SPVod, distribuição de filmes, mercado brasileiro de cinema, serviço de streaming, distribuição de longas brasileiros, produção paulistana

quarta-feira, março 08, 2017

Trabalhe no Cirque Du Soleil


Há quatro décadas o Cirque Du Soleil desperta emoções das pessoas ao redor do mundo




Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças



Já estou falando desde o fim de 2016: pare de gastar sua energia reclamando de crise. Procure e crie oportunidades de trabalho.


Você sabia que o Cirque Du Soleil tem oportunidades em várias áreas?



Palco

artistas circenses, atletas, dançarinos, músicos (instrumentistas e cantores), palhaços, atores



Suporte técnico e do show

produção técnica e operações, medicina esportiva, direção artística e administração do show



Serviços corporativos

financeiro, RH, suporte administrativo, marketing e criação de fantasias e acessórios










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O que você está pensando fazer é viável?


O sucesso da execução de uma ideia depende de planejamento e de fatores incertos 




Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças



A atividade do planejamento é muito sedutora. Ela nos permite brincar de deuses. O Word, o Excel, o flip-chart, o powerpoint, o papel, todos eles aceitam tudo. Em minutos somos capazes de nos convencer que o mercado vai ser revolucionado com a nossa proposta. Mas será que o mercado é tão fraterno e colaborativo como imaginamos? 

Veja a imagem deste texto. Tomar uma decisão sob a influência de um mercado é como decidir o que fazer caso uma abelha resolva pousar na perna de alguém que está fazendo este número de acrobacia. Quantas coisas podem acontecer? Um pequeno movimento pode colocar em risco a vida de todos. 

Tomar uma decisão sob a influência de um mercado também pode ser como decidir no meio de um incêndio para onde devemos correr. Mesmo que o prédio onde você esteja tenha uma sinalização correta, mesmo que até você tenha um treinamento para situações de emergência, existe um fator imprevisível: o que as demais pessoas que estão no prédio vão fazer. Será que entrarão em pânico e em atitudes desesperadas vão lhe agredir enquanto você tenta escapar? Será que vão se aglomerar e obstruir uma saída por onde você vai tentar passar?


A ideia de que o planejamento lhe dará garantias de saber o que fazer em caso de imprevistos é limitada. Num planejamento você poderá prever como agir em caso de dificuldades. Mas se você não conhece bem uma determinada atividade que pretende executar, como poderá prever no planejamento a maior parte dos imprevistos que podem ocorrer?

Vários obstáculos são difíceis de prever. São o que chamamos "elementos incertos". Vejamos três exemplos. Primeiro: como as pessoas, potenciais consumidoras dos serviços ou produtos que você deseja oferecer, vão reagir a sua oferta. Segundo: como seus colaboradores e parceiros vão executar o que você planejou. Terceiro: como você vai reagir se as coisas não saírem conforme o melhor cenário planejado.

Estar atento para estas três grandes incertezas poderá fazer uma grande diferença na hora de você se debruçar sobre um planejamento. Estar atentos para elementos constantes e elementos pré-determinados também fornecerá melhores subsídios para pensar um cenário futuro. Elementos constantes são situações com poucas probabilidades de sofrerem mudanças. Elementos pré-determinados são situações que já dão sinais de que vão ocorrer.





Uma forma de pensar se uma ideia ou projeto pode se tornar um negócio viável economicamente é ver se é um modelo de negócios economicamente viável. Para isso, recomendo o livro "Business Model Generation - Inovação em Modelos de Negócios" escrito por Alexander Osterwalder & Yves Pigneur.




Adquira o livro "Carreira Artística e Criativa", o novo livro do Produtor Independente, que apresenta um panorama sobre a noção de gestão de carreira e atitudes que poderão contribuir com o seu desenvolvimento.
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segunda-feira, março 06, 2017

Bloco de carnaval Galo da Madrugada é o campeão em captação de recursos


No Carnaval de Recife foram investidos R$ 27 milhões




Por Alê Barreto
Uma pessoa que dissemina conhecimentos e atua em redes para promover mudanças


Brasileiros que acessam o Produtor Independente em outros países tem muita curiosidade quanto ao volume de recursos que é movimentado pelas atividades artísticas e culturais no Brasil. Estrangeiros que visitam o Brasil ou se casam com brasileiros também tem essa curiosidade. E essa curiosidade não é só dos brasileiros que estão fora do Brasil ou dos estrangeiros que estão chegando. É uma curiosidade das pessoas que estão começando a trabalhar nos setores criativos brasileiros. É também uma necessidade para quem já trabalha nos setores criativos.


Qual o impacto de investir em uma festa tradicional? Boa parte dos brasileiros sabe o quanto sua cidade recebe recursos nos períodos em que ocorrem festas tradicionais. Vejamos um exemplo do universo do carnaval. Em recente pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) em Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, constatou-se que o Clube de Máscaras "Galo da Madrugada", tradicional bloco de rua do carnaval de Pernambuco, é campeção entre os blocos de rua em captação de recursos via Lei Rouanet. Em 10 anos o Galo da Madrugada captou R$ 5 milhões. O presidente do bloco, Rômulo Meneses, afirma que as atividades do bloco geram cerca de 24 mil empregos diretos e indiretos (costureiras, figurinistas, vendedores, taxistas, técnicos de montagem de palco e camarotes, rede hoteleira, etc).

Se em Recife somente um bloco gera 24 mil empregos, quanto será que é gerado por todas as atividades em todo o país? Além de curiosidade e necessidade, a busca por saber o fluxo econômico gerado pelas atividades criativas também tornou-se uma preocupação do Estado brasileiro. O Ministério da Cultura está trabalhando na elaboração do "Atlas Econômico da Cultura Brasileira", projeto que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho em Economia Criativa, Cultura e Políticas Públicas, do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV/UFRGS) e Observatório de Economia Criativa do RS (OBEC/RS). A publicação vai trazer dados específicos sobre a movimentação da economia na Cultura, com detalhamento sobre empreendimentos culturais, mercado de trabalho no setor, investimento público e comércio internacional de bens e serviços culturais. Os dados vão mostrar de que forma a produção cultural impacta a economia nacional e o que representa em termos de riquezas produzidas no País, onde estão os produtores culturais e o que fazem.

Fonte:http://www.brasil.gov.br/cultura/2017/02/galo-da-madrugada-e-o-bloco-com-maior-captacao-pela-lei-rouanet



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tags: Carnaval, Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval, bloco Galo da Madrugada, Atlas Econômica da Cultura Brasileira, Ministério da Cultura