Sábado, Julho 11, 2009

Aprofunde seus conhecimentos sobre o setor cultural no Brasil através do Sebrae




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Após falar na primeira semana de julho sobre a importância do prazer na produção cultural, tema que particularmente mexe muito comigo, parei de escrever por uma semana e refleti sobre o assunto.

Tentei lembrar o que eu fazia (e faço) para driblar as dificuldades e atingir os meus objetivos. Percebi que uma das alternativas é não aceitar cegamente o que as pessoas me falam sobre o setor cultural. Procuro sempre investigar as informações que encontro. Numa destas investigações, cheguei até o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Trata-se de uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte.

O que tem a ver empreendimentos SEBRAE com produção cultural independente? Anote bem em sua agenda: tudo. Uma parcela considerável dos projetos e ações culturais que acontecem no país integram os 14,8 milhões de micro e pequenas – 4,5 milhões formais e 10,3 milhões informais – que respondem por 28,7 milhões de empregos e por 99,23% dos negócios do país. Toda vez que você quer fazer um show e pede apoio cultural para que um restaurante forneça alimentos e bebidas para o camarim, você está entrando em contato com uma pequena empresa. Toda vez que você vai ao escritório de um empresário ou produtor cultural, você está entrando em contato com uma pequena empresa. Toda vez que você, mesmo estando trabalhando no que não gosta, gasta o seu tempo pensando em como poderia abrir um negócio em que pudesse trabalhar 100% do seu tempo com cultura, você está pensando na palavra "empreendimento".

Chegar até o SEBRAE é muito mais fácil do que a gente imagina. Comece pelo site. Ao digitar www.sebrae.com.br você se depara com esta tela:





Para começar, leia um pouco sobre o trabalho do Sebrae clicando em "institucional".

Depois, clique em "setores" e selecione "cultura e entretenimento".



Aqui você poderá navegar e acessar muitas informações importantes sobre o setor e o cenário atual da cultura no país.


No item "panorama" você irá encontrar os textos




"um setor de potencialidades",





"Termo de referência para atuação do sistema Sebrae na Cultura e Entretenimento",




"dez dicas para empreender na cultura",




e o livro "Cultura: ferramenta de desenvolvimento".


No item "gestão", você irá encontrar os textos




"Mapa da gestão cultural",




"O gestor cultural",





a entrevista com o administrador, produtor e gestor cultural, Romulo Avelar,




O livro "Territórios em Movimento: cultura e identidade como estratégia de inserção competitiva", que aborda experiências de desenvolvimento econômico e social de territórios por meio da dinamização de saberes locais e da valorização da identidade.




e o link para a biblioteca online sobre cultura e entretenimento.


Há mais informações. Mas o importante é dar o primeiro passo. Comece a ler, conheça mais sobre o setor cultural e visualize novas possibilidades para fortalecer sua ação cultural.


Aproveite melhor este blog


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Leia os textos publicados nos meses anteriores

Amplie sua formação. Veja o que rolou no Produtor Cultural Independente em janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho de 2009.


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Quer começar a fazer produção cultural? Está começando? Leia textos úteis que irão auxiliar você a organizar suas idéias e dar os primeiros passos como um produtor cultural independente





Ter um produtor cultural ou não ter, eis a questão

O que é produção cultural?

Por que fazer produção cultural

Começar a trabalhar com Produção Cultural

Dá para se viver de produção cultural

Vamos educar pessoas para produção cultural?
Texto publicado no "Guia Brasileiro do Mercado da Música 2008/2009" do Instituto Totem Cultural.

Como educar pessoas para Produção Cultural?

10 idéias para fortalecer suas ações culturais


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Livro "Aprenda a Organizar um Show"



Aprenda a Organizar um Show é um método para produção de shows musicais voltado para músicos e produtores iniciantes, lançamento da editora Imagina Conteúdo Criativo.


Vídeo de divulgação

Assista o vídeo de divulgação do livro.


Como comprar a versão impressa do livro


Rio Grande do Sul

Veja informações no site da editora Imagina Conteúdo Criativo


Outros estados do Brasil

Envie nome completo, endereço e comprovante de depósito para o e-mail alebarreto@produtorindependente.com

Valor: R$ 30,00 | Livro R$20,00 + Envio R$ 10,00
Sacado: Alexandre Barreto
CPF: 741.523.860/53
Banco: Itaú
Agência: 0280
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Conheça a versão eletrônica

De outubro de 2007 até hoje já foram feitos 84713 downloads.

Baixe os fascículos aqui.


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Expediente



Produtor cultural independente é um roteiro livre para organizar sua ação cultural, criado por Alê Barreto, administrador, produtor de conteúdo e produtor cultural independente. Sua paixão pela música o levou aos 29 anos a escolher trabalhar com cultura. Saiba mais


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Conheça também




O Overmundo é um site colaborativo. Um canal de expressão para a produção cultural do Brasil e de comunidades de brasileiros espalhadas pelo mundo afora.





O Portal Literal é um portal de literatura pioneiro no país, com resenhas, notícias, artigos, entrevistas, ensaios e textos de ficção exclusivos, agregando conteúdo de e sobre autores consagrados e novos nomes.

Sábado, Julho 04, 2009

Eu preciso sentir prazer ao trabalhar com produção cultural


Epicuro (341-270 a.C.), filósofo grego que acreditava que o sentido da vida era o prazer



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


No fim de junho comecei a pensar nos assuntos que iria abordar em julho. Falar sobre a importância que tem para mim sentir prazer ao fazer produção cultural me pareceu ser um bom começo para este mês.

Há duas formas básicas de se fazer produção cultural. Uma é trabalhar para fazer acontecer uma ou mais ações culturais, sem que necessariamente receba dinheiro por esta atividade. A outra é fazer acontecer uma ou mais ações culturais tendo que obrigatoriamente receber dinheiro, pois trata-se da profissão que é a fonte de sustento de sua vida.

Seja na opção "0800", gíria como chamam o que é gratuito aqui no Rio de Janeiro, ou na opção paga, trabalhar com produção cultural é uma escolha. E para esta escolha, podemos ter as mais diversas motivações.

Não julgo as pessoas pelo motivo que as leva a querer fazer produção cultural ou pelo fato de desejarem receber ou não dinheiro por esta atividade. Eu já fiz a minha escolha: produção cultural é minha profissão, pelo menos nesta etapa da minha vida. Para que seja minha profissão, preciso receber dinheiro. Não tenho vergonha e nem culpa desta minha decisão. Aliás, acho um absurdo a discussão recorrente entre as pessoas do meio artístico sobre a necessidade de se ganhar dinheiro. Alguém tem dúvida de que é preciso dinheiro para sustentar a vida de uma pessoa?

Mas há uma questão que me preocupa e que acredito ser importante pensarmos juntos: trabalhar com produção cultural não é sacrificar-se pela arte ou pelos artistas.

As atividades de produtor, administrador ou gestor cultural são recentes no Brasil? Sim. Não existe lei que regulamente especificamente estas profissões? Sim. O mercado está acostumado a contratar pessoas com pouca especialização para estas atividades? Sim. A maior parte da oferta de trabalho é informal ou para profissionais autônomos? Parece que sim. Há pouca oferta de ensino voltado a qualificação das pessoas que atuam nestas atividades? Sim. Tudo isso é verdade. E existem mais obstáculos. Mas isso não são evidências de que optar trabalhar nesta atividade signifique desejar sacrificar-se.

Você acha fácil a carreira de um policial? E de bombeiro? Você acha moleza ser professor? Você pensa que passar a noite acordado varrendo as ruas é uma tarefa simples? Já se imaginou trabalhando dentro de um presídio como agente penitenciário? Já pensou como é o dia-a-dia de quem trabalha num hospital numa unidade de tratamento de crianças com câncer? Você tem noção do que passa uma pessoa que trabalha como agente funerário? E as pessoas que trabalham em plataformas de petróleo em alto mar?

Citei alguns exemplos para que a gente possa visualizar com mais clareza a questão. Todas as profissões possuem dificuldades. Mas com o tempo, muitas pessoas ficam hipnotizadas com o seu cotidiano e tendem a pensar que a sua atividade é pior do que as outras. Invés de tentarem entender o seu momento de vida, justificam para si mesmas que aceitam resignadamente as dificuldades do exercício da atividade de produtor cultural por ser um "sacrifício necessário para que a arte e a cultura sobrevivam". Ledo engano. A arte e a cultura são inerentes ao ser humano e ambas estão em constante mutação. Queiramos ou não, onde existir um ser humano, lá haverá cultura e lá haverá algum tipo de arte.

Outra situação que considero absurda é dizer que se aceita péssimas condições de trabalho pela necessidade de alguém se sacrificar pelos artistas. Sinceramente, mesmo que muitos artistas passem por dificuldades econômicas, situação pela qual passam pessoas de quase todas as profissões, eles não são coitadinhos, não são miseráveis e, para espanto de muitos, não dependem de produtores. Pelo contrário, a maioria dos criadores culturais são pessoas privilegiadas, que podem exercer uma atividade que a grande maioria das pessoas sequer pode sonhar em fazer. Muitos inclusive tem habilidade de exercer sua atividade criativa, fazer sua própria produção executiva e administrar sua carreira. Prova disso é o crescimento do mercado cultural independente.

Assim, fazer produção cultural, para mim, precisa ser tão prazeroso quanto é prazeroso para um compositor fazer uma música. Fazer produção cultural precisa ser tão prazeroso quanto é prazeroso para um intelectual ler um texto. Fazer produção cultural precisa ser tão prazeroso quanto é prazeroso para um dançarino movimentar o seu corpo.

Sentir prazer no trabalho, para mim, é importante. Nunca aceitei que para trabalhar com produção cultural é preciso aceitar como normal estar estressado e trabalhando com gente estressada. Nunca aceitei que ser produtor cultural, que é uma profissão que eu escolhi, é esquecer o que eu estudei e estudo para concordar cegamente com orientações equivocadas, sem nenhum fundamento técnico, vindas de profissionais autoritários, sem formação, só porque possuem mais tempo de atividade do que eu. Nunca aceitei que trabalhar com produção é ter que tolerar produtores, técnicos e artistas mala sem alça "porque é assim na área da cultura". Nunca aceitei a visão reduzida de que ser produtor cultural é ser babá de artista ou digitador de formulário de leis de incentivo.

Adoeço quando o meu trabalho se converte somente em desprazer. Sabe qual é o termômetro? Perceber que não consigo "desligar" do trabalho: fico encanado tentando resolver, no meu tempo livre, problemas do dia-a-dia.

Para que eu sinta prazer no trabalho que eu faço, procuro, dentro do possível e dos meus limites, parar de tempos em tempos e avaliar o meu momento de vida. Perceber como estou, como estão as minhas relações com quem trabalho, como está o contexto onde estou realizando minha atividade. Mesmo que existam assuntos urgentes que pareçam impedir que eu dê uma parada para pensar, eu corro o risco. Dou uma pausa e penso. A pausa não é necessariamente parar de trabalhar. A pausa é priorizar usar o meu tempo livre para refletir e se o que estou fazendo eu quero para mim.

Por fim, o que quero para mim, por mais que eu goste, precisa de equilíbrio. Ser produtor cultural independente não pode ser uma neurose do tipo "meu trabalho ou minha carreira é tudo". Ser produtor cultural independente é aprender a me desenvolver numa atividade que dialoga com as outras atividades da minha vida. No meu ritmo.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

O que o Produtor Cultural Independente fez em junho de 2009


Imagem livre do site www.morguefile.com


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Em junho o Produtor Cultural Independente iniciou falando em gestão de carreira artística com o artigo “Carlos Eduardo Miranda dá dicas importantes para artistas administrarem suas carreiras”.

Depois foi apresentada uma sugestão para facilitar o dia-a-dia dos profissionais de produção em “Um mapa de serviços pode facilitar a produção executiva do seu espetáculo”.

Mas um produtor independente não pode pensar em administrar sua carreira ou executar suas atividades empreendedoras sem analisar o setor da cultura em que pretende atuar. Para isso selecionamos links para textos que apontam caminhos para esta análise no post “Indicadores culturais: ferramentas para compreender o setor cultural” e divulgamos o lançamento do livro "Cultura em Números - Anuário de Estatísticas Culturais 2009"

Buscando sistematizar o acesso a fontes de informações que podem ser utilizadas na educação para a produção cultural, compartilhamos com os leitores mais duas dicas interessantes: o projeto "Educando para a mídia", desenvolvido por alunos da faculdade de comunicação da PUC/RS e o livro
"Diário de Produção - Relatos, dicas, experiências e casos de quem aprendeu a produção cultural na prática" da produtora cultural Carla Lobo.

Para ir reforçando a disciplina de estarmos atentos para a sustentabilidade, divulgamos editais abertos pelo Ministério da Cultura em junho e julho.

A tônica do fim de junho foi o compartilhamento do conhecimento. O produtor cultural Alê Barreto falou de sua relação com o software livre, sobre como o software livre pode facilitar a produção cultural independente e da realização da segunda edição do curso "Aprenda a Organizar um Show", que ocorreu no Festival de Cultura Livre durante o 10º Fórum Internacional do Software Livre em Porto Alegre (RS).

Terça-feira, Junho 30, 2009

Lançamento do livro "Cultura em Números - Anuário de Estatísticas Culturais 2009"




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Para quem estiver no RJ, vale a pena conferir o lançamento do primeiro número do Anuário de Estatísticas Culturais, obra organizada pela Funarte em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura.


Confirma a programação (clique na imagem para ampliar)


Segunda-feira, Junho 29, 2009

Pessoas interessadas em software livre também tem interesse em produção cultural independente


Alê Barreto ministrando o curso Aprenda a Organizar um Show no FISL 10




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Nossos medos muitas vezes são obstáculos para que a gente realize o que nós sabemos que temos capacidade de realizar. Esta foi a lição que aprendi ao participar do 10º Fórum Internacional do Software Livre em Porto Alegre.

Sexta, dia 26 de junho, jantei com amigos e no meio da conversa, um deles me disse: "sabe, este método seu para shows é muito bacana, mas ninguém usa". Falei para ele que a maioria das pessoas não usa porque é um conhecimento novo. Mas fiquei pensando. De repente me senti um pouco inseguro. E se as pessoas realmente não quiserem aprender a organizar um show? E se as pessoas quiserem fazer o show de forma caótica? Não concluí nada. Mas continuei inseguro.

No sábado, dia 27 de junho, cheguei no Centro de Eventos da PUC/RS e fiz um passeio pelos estandes do Fórum. Encontrei muita gente com laptops. Computadores por toda parte. Projeto sociais muito bacanas, como o Software Livre Educacional, o estande do Ponto de Cultura Minuano, Rede Mocambo, enfim, uma diversidade de grupos humanos e de ações, todas com a idéia de compartilhamento do conhecimento.

Fui me informar onde seria minha palestra e percebi que era um auditório fora do Centro de Eventos. Como eu já estava com aquela sensação da insegurança na sexta, pensei: "Caramba, não vai ir ninguém".

No caminho para a sala, a minha mente não dava trégua: "não vai ir ninguém", "isso é um evento para o pessoal da informática", etc. Quando cheguei lá, tinha uma pessoa na sala. Fiquei aliviado.

Ao começar a preparar a exibição da apresentação em PDF num telão, notei que começaram a chegar pessoas na sala. Quando me dei conta, tinha vinte e duas pessoas!





Propus que todos nos apresentássemos uns para os outros. Tinha gente do RS, Macapá, Brasília, São Paulo, Campinas e Espírito Santo. Apresentei para este público os tópicos que iríamos trabalhar:





Depois, falei sobre as etapas de um show: pré-produção, produção e pós-produção.




Concluída esta etapa, partimos para a outra parte do curso.




Apresentei aos presentes como foi construído o livro "Aprenda a Organizar um Show"




e os resultados obtidos até hoje com esta ação de empreendedorismo cultural.





Por fim, apresentei sugestões que considero importantes para multiplicar uma ação cultural.




Se eu tivesse ido atrás dos meus medos, talvez nem tivesse comparecido. Mas eu fui. E vi que educação para a produção cultural não é só uma boa idéia. É realmente uma necessidade. Caso contrário, ninguém viria, ninguém baixaria o livro, ninguém visitaria este blog. E é exatamente o contrário. Cada vez mais as pessoas procuram estes conteúdos. Por isso eu vou persistir no meu projeto.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Editais abertos do Ministério da Cultura em junho e julho de 2009




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Este post seria ainda sobre software livre, mas lembrei de repassar aqui a dica que recebi da Mirane Albuquerque, do Ministério da Cultura.

Recursos públicos disponibilizados através de editais são uma boa opção para quem está buscando recursos para dar sustentabilidade as suas ações culturais.



Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia

Inscrições até 26 de junho


Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo

Inscrições até 26 de junho


Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - Edital nº 2/2009

Para viagens em setembro, inscrições até 30 de junho


Programa Memória do Mundo da UNESCO - MOW

Inscrições até 30 de junho


Programa de Extensão Universitária - PROEXT/2009

Inscrições até 3 de julho


Edital Arte e Patrimônio 2009

Inscrições até 10 de julho


Edital de Seleção de Pontos de Cultura em Mato Grosso

Inscrições até 10 de julho


Edital Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade

Inscrições até 13 de julho


Prêmio Adicional de Renda 2009

Inscrições até 13 de julho


Prêmio Viva Leitura 2009

Inscrições até 24 de julho


Fonte:http://www.cultura.gov.br/site/categoria/editais-ministerio-da-cultura/

Domingo, Junho 21, 2009

Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito



Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Há muitos mitos ainda sobre as vantagens e desvantagens de se utilizar o software livre, apesar dele estar sendo amplamente utilizado na sociedade. Quase todo mundo já deve ter encontrado em algum computador o buscador Moozila Firefox. É software livre. Também já deve ter entrado em algum cyber ou lan house e aberto um arquivo do word no Open Office. É software livre.

Pensando nisso, preparei uma pequena série de posts especiais intitulada "Como o software livre pode facilitar produção cultural independente", com o objetivo de mostrar de forma prática como o mesmo pode ser utilizado. Não tenho a pretensão de esgotar o tema. Quero que os novos produtores culturais independentes aprofundem a pesquisa e descubram, a partir destas idéias, novos caminhos e novas possibilidades.



Como o software livre pode facilitar a produção cultural independente - conceito


Acredito que o maior ponto em comum que existe entre o software livre e a produção cultural é a questão da liberdade de expressão.

É importante percebermos que no sistema capitalista que vivemos somente podemos ter liberdade de expressão quando construímos condições sustentáveis para que isso aconteça. Sim, estou falando de dinheiro. Software livre não quer dizer necessariamente software gratuito. Trabalhar para que uma ação cultural aconteça não quer dizer necessariamente que fazer produção cultural é algo gratuito.

O Movimento Software Livre apresenta quatro liberdades relacionadas ao uso do software livre:

- liberdade de uso para qualquer finalidade;

- liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Novamente o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

- a liberdade de redistribuir cópias das alterações feitas.



Assista o vídeo do professor Sérgio Amadeu falando sobre Software Livre


Se analisarmos, estas quatro liberdades se aplicam ao conhecimento de produção cultural independente. Ou seja, todo o produtor deve ter a liberdade de:


- usar o conhecimento de produção cultural para qualquer finalidade, para produzir as mais diversas ações culturais;

- estudar o conhecimento de produção cultural existente e adaptá-lo as suas necessidades. Para isso, é importante se estruturar formas de oferecer acesso a este conhecimento;

- aperfeiçoar os conhecimentos de produção cultural e liberá-los para que toda a sociedade se beneficie. É preciso pensar como fazer isso e garantir sustentabilidade para as pessoas que se propõe a fazer isso.

- redistribuir cópias dos conhecimentos de produção cultural aperfeiçoados.


Muitos profissionais da área cultural acham que disponibilizar conhecimentos de forma gratuita irá prejudicar sua sustentabilidade. E muitos profissionais veteranos têm medo de perder poder e vantagem competitiva no mercado cultural.

Acontece que o conhecimento não é algo estático. Está sempre em movimento e expansão.

Veja este exemplo: o conhecimento de como pintar uma parede, trocar a resistência de um chuveiro ou fazer um determinado doce é livre. Nem por isso a pessoas deixam de contratar pintores e eletricistas ou de ir a uma padaria para comprar uma torta.

A complexidade da vida contemporânea leva as pessoas a procurarem pessoas especializadas para a realização de atividades para as quais não possuem tempo disponível.

Assim como você não vai querer fazer tudo que precisa para a sua vida, ou seja, ser seu próprio pedreiro, faxineiro, policial, médico, dentista, etc, você também não tem tempo de atender a todos que procuram você.

Há um mito de que se alguém é adepto da liberdade do conhecimento é obrigado a atender todo mundo que chega e lhe faz uma pergunta. Meu blog tem crescido e hoje recebo 3.000 visitas por mês. Imagine se cada uma destas 3.000 pessoas viesse me exigir fazer isso. Eu teria tempo para fazer mais alguma outra coisa na minha vida?

A questão é entender o conceito e praticá-lo com equilíbrio.

Sugestões para praticar o conceito de "software livre" na produção cultural independente:

- após concluir um trabalho de produção cultural, organize uma pasta, física ou virtual, com todos materiais utilizados para organizar o projeto. Será a sua "memória". Analise os resultados: o que deu certo e o que pode melhorar;

- procure encontrar novas fontes de conhecimento para melhorar a sua forma de trabalho. Muitas vezes você não irá encontrar o conhecimento específico para sua atividade, mas poderá adaptá-lo a sua necessidade. Exemplo: está procurando um livro sobre produção de espetáculos teatrais e só encontra de shows musicais. Analise. Há muita coisa parecida;

- compartilhe o conhecimento. Descubra diferentes formas de fazer isso, na forma de blog, newsletter, redes sociais, palestras, cursos, consultorias e publicações;

- encontre maneiras sustentáveis de distribuir seus conhecimentos. Se você não pode passar o dia respondendo perguntas via e-mail, publique conteúdos na internet que estarão acessíveis para muitas pessoas.


Encontre a sua maneira de ser "software livre" na produção cultural.

Sábado, Junho 20, 2009

Conhecer o software livre e usá-lo na produção cultural é uma construção




Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Fui convidado para ministrar o curso "Aprenda a Organizar um Show" no dia 27 de junho no 10º Fórum Internacional do Software Livre, na PUC, em Porto Alegre, RS. Não é por acaso. É uma construção.

A primeira vez que ouvi falar de software livre foi em janeiro de 2003. Lá estava eu no Fórum Social Mundial dando os primeiros passos rumo ao meu sonho de trabalhar com cultura. Era voluntário da Comissão de Cultura que organizava a programação cultural do Acampamento Intercontinental da Juventude. Porteiro do cinema!



Num dia, vi que haviam alguns computadores sobrando, numa espécie de cyber que havia sido montado para quem estava trabalhando nas diferentes comissões que organizavam as atividades do acampamento. Ao sentar no computador me deparei com a figura emblemática do pinguim, símbolo do Linux.

Na época, confesso, achava que havia um certo extremismo na forma como alguns ativistas defendiam a idéia dos software livre. Os caras olhavam horrorizados para quem utilizava os programas do Windows, como se você fosse um herege. Como não gosto de nada que tentam me empurrar guela abaixo ou só aderir porque é novo, moderno, "hype", resolvi amadurecer o conceito.





Voltei a me encontrar com o assunto software livre no Mercado Cultural de Salvador, em dezembro de 2005. Lá assisti uma palestra sobre o Programa Cultura Viva e tive conhecimento de que o Ministério da Cultura havia distribuído aos Pontos de Cultura um kit multimídia com software livre. Então comecei a perceber o assunto com mais clareza. Ninguém estava me obrigando a deletar todos os meus textos em Word e planilhas em Excel. Pelo contrário, estavam mostrando que o software livre era um grande aliado no movimento de compartilhamento de conteúdos culturais no Brasil e no mundo.





Na medida que fui percebendo que o software livre poderia contribuir para fomentar o desenvolvimento da produção cultural, passei a utilizar o conceito em alguns trabalhos. O primeiro deles foi a comunicação do lançamento do Cd independente "Assim Falou Bataclan", da Bataclã FC, de Porto Alegre, em 2006. Cientes da dificuldade de divulgarmos o trabalho da banda em muitos veículos de comunicação, que exigiam pagamento de "jabá", eu e os músicos e compositores Richard Serraria e Marcelo da Redenção, articuladores do Coletivo TARRAFA que produzia a banda, decidimos buscar um caminho alternativo para difusão da música. Pensamos na internet. A partir daí nos aproximamos de pessoas do Movimento Software Livre e logo decidimos apoiar a realização do 8º Fórum Internacional Software Livre – fisl8.0.





Em 2007 a Bataclã FC foi convidada a abrir o 2º Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil, dentro da programação do Fórum. Lá estávamos nós aprendendo a difundir o nosso trabalho cultural junto com o Mombojó, DJ Dolores e os VJs Pixel e Salsaman, artistas que entendem a importância do software livre.





Neste mesmo ano, atuei na organização do 1º Encontro de Cultura Colaborativa e da programação cultural do seminário "Além das Redes de Colaboração".



Baixe este livro


Em 2008, ajudei a promover neste blog a idéia do que é o software livre, o Fórum Internacional, o lançamento do livro com as idéias do seminário e o que é o Creative Commons.

Toda esta trajetória têm sido muito importante na minha formação como produtor cultural independente.

Acredito que o compartilhamento do conhecimento, de forma sustentável, é uma das principais ações necessárias para a educação das pessoas para a produção cultural.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

"Diário de Produção - Relatos, dicas, experiências e casos de quem aprendeu a produção cultural na prática"


Cena da peça "Frida: uma mulher de pedra da luz à noite"/divulgação


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)


Comecei a pesquisar publicações relacionadas a prática da produção cultural em 2003, ano em que comecei a trabalhar como produtor cultural independente.

Na época, quase não existiam obras sobre o assunto no Brasil. Os raros conteúdos que encontrava, eram genéricos. Isso não é uma reclamação. É uma constatação. O fato de uma obra ser genérica não quer dizer que seu conteúdo não é de qualidade.

A questão é que a diversidade que envolve o "fazer cultural" exige conteúdos especializados. Fazer produção executiva na área da música é uma coisa, no teatro é outra, no cinema é outra, e assim por diante.

Sempre tive a curiosidade de aprender mais sobre produção cultural a partir do olhar de alguém que trabalhasse em áreas diferentes da minha. Comecei trabalhando com produção executiva de shows musicais, mas pude aprender muita coisa trabalhando em exposição de artes visuais. Tenho aprendido muito também convivendo com o universo do teatro no Grupo Nós do Morro. Tenho muita vontade de aprender mais sobre a produção de cinema, dança e patrimônio histórico.

Ontem, lendo o blog do Leonardo Brant, tive a grata surpresa de saber que foi lançado um novo livro, escrito por uma produtora cultural que atua na área da dança.

Fui até o site dela e reproduzo abaixo, na íntegra, informações sobre esta publicação e como adquiri-la.



Divulgação


Diário de Produção é um livro que convida o leitor a vivenciar um pouco do complexo universo da produção cultural. Este livro não pretende ser um guia com fórmulas de como fazer. O livro dá a exata noção das áreas, da rotina e das responsabilidades que envolvem a produção cultural.

Através de relatos de sua experiência, a autora conduz o leitor a conhecer este universo e experimentar várias situações vividas na prática. Uma construção crítica e realista sobre a questão da profissionalização do setor da produção cultural.

O Diário expõe, conversando com o leitor, o contexto e as realidades que determinam o fazer no campo da produção e da gestão cultural.

Indicado para iniciantes e profissionais da área cultural, comunicação, marketing, administração, estudantes de gestão cultural, gestores públicos e privados, artistas e público interessado no tema.

Como comprar o livro:

Envie nome completo, endereço e comprovante de depósito para o e-mail carlalobo@joaquinacultura.com.br ou passe um fax para o número 31 3225-5070.

Valor: R$ 40,00 | Livro: R$30,00 + Envio: R$ 10,00
Sacado: Carla Maria Lobo Bastos
CPF: 843.837.636-34
Banco: Itaú
Agência: 0587
Conta: 27325-1

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Conheça o projeto "Educando para a mídia"


Capa da cartilha "Educando para a Mídia"/PUCRS


Por Alê Barreto (alebarreto@produtorindependente.com)



Um produtor cultural independente, por ser uma pessoa que se ocupa de "fazer acontecer uma ação cultural", deve ser curioso em:

- aprender a interpretar o simbolismo das imagens estáticas ou em movimento e entender seus impactos na audiência.

- perceber como os meios de comunicação de massa, como TV, cinema, rádio e jornais trabalham na produção de significações e como estão organizados;

- entender como apresentadores, escritores e produtores de textos e conteúdos audiovisuais integram contextos particulares e são influenciados por aspectos pessoais, sociais e culturais.

Para que isso aconteça, é necessário que o produtor cultural independente estude conteúdos didáticos de alfabetização para as mídias.


Uma boa opção para debate e estudo é o projeto "Educando para a Mídia".





Desenvolvido por estudantes da disciplina de Projeto Experimental em Jornal do curso de Jornalismo da PUC/RS, o projeto oferece a professores de Ensino Fundamental subsídios para desenvolvimento nos alunos de uma postura crítica em relação à mídia.





O projeto orienta como abordar, em sala de aula, por exemplo, temas como violência, sexualidade, diversidade cultural, jabá e poder.





Mesmo sendo concebido para trabalhar com crianças, que considero muito importante, pois no futuro poderão se desenvolver como produtores independentes com mais amplitude, acredito que este material serve de exemplo para que sejam produzidos materiais didáticos no curto prazo, para educação para a produção cultural de adolescentes e adultos.


Acesse aqui o conteúdo na integra deste projeto.