quinta-feira, março 04, 2010

Quem acredita em uma ação cultural, dá o primeiro passo


Arquétipo da força


Por Alê Barreto
Administrador, produtor cultural independente e palestrante


Uma das coisas que mais acontecem com quem decide trabalhar como produtor cultural ou que atua em gestão e captação de recursos para a cultura é receber convite para trabalhar num projeto de alguém que não acredita muito em sua própria ideia. Eu recebo vários destes convites.

No início, eu embarcava em várias destas situações. Hoje não faço mais isso.

Estes tipos de trabalho não me trazem crescimento. Geralmente são propostos por pessoas que acreditam que um produtor cultural deve "servir" um artista, conceito que discordo radicalmente. Eu não decidi ser produtor para ser babá ou mordomo de artista. Além disso, produzir não é uma função menor do que criar. Indo mais além: quando se pensa na construção de uma sociedade mais equilibrada e harmônica, desaparece a ideia de que "os artistas são especiais". Todas as profissões são especiais.

Decidi utilizar a minha formação de administrador para trabalhar como um produtor cultural independente, para obter a renda da minha sobrevivência através da prestação de serviços para pessoas ou organizações interessantes e autônomas, que entendem a necessidade de se contar com um profissional especializado para se realizar uma ação cultural. Quando me refiro a "pessoas ou organizações interessantes e autônomas" estou falando daquelas que realizam aquilo que se propõem. São as que colocam em prática boa parte de suas ideias antes de conhecer um produtor ou captador de recursos. Estas me proporcionam muito aprendizado.

Quem acredita em uma ideia, dá o primeiro passo. E o primeiro passo não é tentar uma vez e desistir. O primeiro passo é persistir realizando o que se acredita, ao longo do tempo, apesar dos obstáculos.

5 comentários:

Projeto Música do Mato disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Projeto Música do Mato disse...

Disse tudo ALexandre.

Eu fiz essa transição há pouco tempo, embarcava nessas furadas por vários motivos: amizade, vontade de trabalhar,produzir, aprender. Mas fui aprendendo que essas escolhas só geram estresse e no fim acabam queimando quem está iniciando na produção cultural.
Se vc autorizar, gostaria de publicar no blog da ASSIMT, com tods os créditos é obvio.rs
Ah, não custa reafirmar. Adoro seu blog visse?

Abração

Alexandre Barreto disse...

Olá,
obrigado pelo seu ensinamento.
Pode publicar no seu blog.
Um abraço!
Alê Barreto

Júlio Saggin disse...

Quando iniciei achei que precisasse produzir um grupo ou peça teatral, para aprender sobre produção. No entanto, jamais consegui me associar ao trabalho dos artistas, por "N" motivos.
Desde 2006, procuro criar situações com as quais aprendo e me aprimoro com o mais variado tipo de artista, seja de qual área for.
Tenho comigo que o trabalho de produtor é solitário. Mas desde que conheci seu trabalho, me interessei pela rede de produtores que você propõe.

Até.

Júlio Saggin disse...

Quando iniciei achei que precisasse produzir um grupo ou peça teatral, para aprender sobre produção. No entanto, jamais consegui me associar ao trabalho dos artistas, por "N" motivos.
Desde 2006, procuro criar situações com as quais aprendo e me aprimoro com o mais variado tipo de artista, seja de qual área for.
Tenho comigo que o trabalho de produtor é solitário. Mas desde que conheci seu trabalho, me interessei pela rede de produtores que você propõe.

Até.