domingo, maio 12, 2019

Ter ou não ter Ministério da Cultura no Brasil, eis a questão

Teixeira Coelho/ crédito: jcrs.uol.com.br



Por Alexandre Barreto*



O impacto da extinção do Ministério da Cultura e sua incorporação ao Ministério da Educação, ocorrida em janeiro deste ano ainda é uma incógnita. O assunto divide opiniões. E não é de hoje. Começou nos anos 80, com a luta pelo desmembramento do Ministério da Cultura que desde 1953 estava atrelado ao Ministério da Educação. Depois, em 1990, foi transformado em Secretaria da Cultura no governo Collor, vinculada à Presidência da República. Em 1992 teve esta situação revertida no governo Itamar Franco. Em 2016, após o Impeachment da presidente Dilma Roussef, novamente foi extinto e reincorporado ao Ministério da Educação, decisão que foi revertida meses depois.

O que me chamou atenção neste episódio é que tanto as defesas quanto os ataques feitos ao Ministério da Cultura não levaram em consideração a necessidade de se pensar sobre o fato em si: devemos ter ou não ter um Ministério da Cultura?

Lembrei então de uma entrevista que a BBC Brasil fez sobre o episódio de 2016, com Teixeira Coelho, no qual ele apresenta um ponto de vista sobre o tema. Para quem não o conhece, é um dos maiores intelectuais sobre o tema políticas culturais no Brasil. Um pouco do currículo dele, extraído do site do Itaú Cultural: possui graduação em Direito (1971) pela Universidade de Guarulhos, mestrado em Ciências da Comunicação (1976) pela ECA-USP, doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada (1981) pela FFLCH-USP e pós-doutorado pela University of Maryland, EUA (2002). É professor titular aposentado e Professor Emérito da ECA-USP. Foi diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP (1998-2002), curador-coordenador do Museu de Arte de São Paulo (MASP) (2006-2014), co-curador da Bienal de Curitiba 2013 e curador-chefe da Bienal de Curitiba 2015. Foi professor de Teoria da Informação e Percepção Estética e de História da Arte da Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie . É especialista em Política Cultural e colaborador da Cátedra Unesco de Política Cultural da Universidad de Girona, Espanha. É coordenador do curso de especialização em gestão e política cultural do Observatório Itaú Cultural. Ficcionista, é também autor de diversos livros sobre cultura e arte. Ganhou o Prêmio Portugal Telecom 2007 pelo livro História Natural da Ditadura, publicado em 2006.


Leia a entrevista





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* Alexandre Barreto é administrador pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EAD/UFRGS), produtor e gestor cultural com especialização pelo Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Cândido Mendes (UCAM) e Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) no Rio de Janeiro e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT). Autor dos livros Aprenda a Organizar um Show e Carreira Artística e CriativaSaiba mais