terça-feira, abril 22, 2014

Nova versão atualizada do Guia do Estudante Produtor Cultural Independente




Por Alê Barreto
alebarreto@gmail.com


Você já se deu conta que mesmo você sendo um estudante há algum tempo, pesquisador, interessado no assunto ou profissional de produção cultural, é comum ouvir perguntas do tipo 


o que é produção cultural?

o que é um produtor cultural?

o que faz um produtor cultural?

dá dinheiro trabalhar com produção cultural?

qual é a diferença entre o produtor cultural e o produtor de eventos?

qual é a diferença entre produtor e gestor cultural?

quais são os tipos de produtor cultural?


Isso não é só um problema do conhecimento de produção cultural. Se alguém numa festa disser "sou antropólogo", mesmo não perguntando, muita gente vai ficar pensando "o que ele faz neste trabalho?". Poderá inclusive confundi-lo com "arqueólogo", mas isso é apenas um exemplo.

Todas as profissões novas, até que se tornem conhecidas, são desconhecidas. E as profissões do campo da produção cultural são bons exemplos disso.

Uma boa maneira de contribuir para isso é difundir o conceito. Mas isso nem sempre ocorre. Apesar dos primeiros cursos (e raros) de graduação em produção cultural terem surgido no Brasil, a partir de 1996, poucos produtores oriundos da academia preocuparam-se com a difusão do conhecimento. É uma pena. Isso atrasou e ainda atrasa o desenvolvimento.

Comecei a trabalhar com atividades relacionadas a produção cultural em 2003 e já em 2006 me preocupei em começar a difundir os conceitos que venho aprendendo. Primeiro lancei o livro básico "Aprenda a Organizar um Show", depois ampliei a produção de conteúdo neste blog e em outras bases da internet. A atual versão do verbete "produção cultural" existente na wikipedia, foi elaborado por mim e segue novamente mais abaixo. Fico impressionado que até agora, 2013, quase ninguém tenha se preocupado em aprimorá-lo ou fazer referência a diferentes versões deste conceito.

Meu convívio com pessoas oriundas das graduações em produção cultural tem me mostrado que uma grande parcela opera ainda na lógica da "reserva de mercado". Consideram uma "verdade absoluta" os conceitos que leram (leram, não estudaram) e que poucos tem acesso e não contribuem para o desenvolvimento do conceito. Uma evidência forte disso é a produção imensa de textos, monografias e teses sempre citando a rara bibliografia existente sobre o conceito de produção cultural, formulados e publicados décadas atrás como se estivessem falando do "Teorema de Pitágoras" da matemática. O conceito de produção cultural não é um dogma. Ele se modifica a cada ano.

Um conceito nada mais é do que a formulação de uma ideia por meio de palavras. Desta forma, os conceitos não são verdades absolutas. Os conceitos são formas de pensar e estão sempre em disputa. E há inúmeras disputas em torno do conceito de produção cultural.

Por isso convido as pessoas que estão chegando para trabalhar neste campo que pensem na ideia de ampliar o conceito, transformá-lo. 

Fico feliz que no Estado da Bahia, isso já se faz há um bom tempo. O conceito de produção cultural, o conceito do que faz um produtor cultural, vem sendo pesquisado de forma muito séria e consistente na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Segue uma atualização do Guia do Estudante Produtor Cultural Independente, uma referência para se pensar e, principalmente, aprimorar e criar novos conceitos.


Guia do Estudante Produtor Cultural Independente


1 - O que é produção cultural? 

O conceito de produção cultural será inicialmente pensado nesta definição partindo da noção mais básica: a constituição da palavra.

Segundo o dicionário Michaellis, a palavra produção pode significar coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho, obra literária ou artística ou ato ou efeito de produzir. A palavra cultural é referente a cultura.

Desta forma, produção cultural pode fazer referência a um conjunto de coisas ou obras artísticas realizadas por indivíduos, sozinhos ou em grupo, num determinado espaço e tempo, a um conjunto de produtos ou serviços culturais realizados por indíviduos, sozinhos ou em grupo, num determinado espaço e tempo ou produzir uma ação cultural.

A existência da palavra cultural faz com que produção cultural assuma uma diversidade de significados. Se considerarmos que produção cultural pode ser produção de cultura, tanto seu significado enquanto "coisa" quanto "ato de produzir" assumirão sentidos mais amplos do que apenas obras artísticas.

No Brasil, ainda não há pesquisa sobre a origem do aparecimento desta expressão. Acredita-se que iniciou com o desenvolvimento do teatro, rádio, televisão e cinema, atividades em que a divisão do trabalho contempla a função de se organizar (pré-produção, produção e pós-produção) uma atividade artística e/ou cultural.

A expressão produção cultural tornou-se mais conhecida no Brasil no final da década de 80 e ganhou força nos anos 90, com o surgimento das leis de incentivo à cultura.

Produção cultural também tornou-se a denominação utilizada no Brasil para cursos livres, cursos técnicos, cursos de graduação e pós-graduações, presenciais ou de ensino à distância (EAD), que difundem conhecimentos relacionados a organização, administração e gestão deatividades culturais. Por atividades culturais entenda-se o conceito amplo, que vai além das definições clássicas de cultura e arte.

O conceito amplo de atividades culturais abrange:

- ações praticadas pelo Estado, iniciativa privada, Terceiro Setor ou indíviduos, nas dimensões simbólica, social, econômica e criativa;

- ações cuja fruição pode ser gratuita, mediante pagamento ou mista (uma parte gratuita e outra parte paga);

- atividades realizadas nos setores de turismo, eventos, entretenimento, tecnologia de informação (desenvolvimento de software), games, comunicação, marketing, mercado editorial, publicidade, gastronomia, moda, design, novas tecnologias de informação e comunicação (hardware e software para conexão com internet) e a internet (como produto e/ou meio).

Por tratar-se de um conhecimento novo no mundo, há uma tensão constante sobre "o que é" e "o que não é" produção cultural, similar a discussão sobre "o que é cultura" e "o que não é cultura" ou "o que é arte" e "o que não é arte.


Fonte: o verbete "produção cultural" acima foi formulado a partir do "Dicionário Michaelis" da editora Melhoramentos, "Dicionário Crítico de Política Cultural" de Teixeira Coelho, "Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011" de Cristiane Olivieri e Edson Natale, projeto "Produção Cultural no Brasil", blog "Produtor Cultural Independente", livro "O Avesso da Cena - Notas sobre produção e gestão cultural" de Romulo Avelar, "Mapeamento sobre a formação em organização cultural no Brasil" de Albino Rubim, Alexandre Barbalho e Leonardo Costa e da tese "Profissionalização da organização da cultura no Brasil: uma análise da formação em produção, gestão e políticas culturais" de Leonardo Figueiredo Costa, publicado na Wikipedia.


Para aprofundar mais:

- livros e textos dos professores Albino Rubim, Alexandre Barbalho, Gisele Nussbaumer, Leonardo Costa e Linda Rubim (Universidade Federal da Bahia).

- livros e textos do Cult (Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura é um órgão complementar da Universidade Federal da Bahia que reúne pesquisadores, professores e estudantes da área da cultura, especialmente do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (doutorado e mestrado), do curso de Produção em Comunicação e Cultura da Faculdade de Comunicação (graduação) e dos Bacharelados Interdisciplinares do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos – IHAC (graduação).

- artigos do ENECULT (Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura). Entenda mais sobre o encontro e importância da multidisciplinaridade.


2 - O que é um produtor cultural?

No capítulo II do livro "O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural" de Romulo Avelar, lançado pela DUO Editorial, você irá encontrar muitas informações importantes sobre o conceito de produção e gestão cultural.

Recomendo ainda o vídeo elaborados por alunos de produção cultural do IFRN


3 - O que é ser um produtor cultural no Brasil?

Esta é uma pergunta que estaremos sempre nos perguntando e para a qual sempre teremos novas respostas.

Buscando fazer uma exploração inicial deste universo, o projeto Produção Cultural no Brasil realizou 100 entrevistas, nas quais existem bons relatos sobre como estas pessoas entrevistadas percebem a atividade de produção cultural no Brasil.

O projeto foi executado pela Beijo Técnico Produções Artísticas, Garapa Coletivo Multimídia e FLi Multimídia, em parceria com a Azougue Editorial. Uma realização da Casa da Cultura Digital e Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, com orçamento obtido via Cinemateca Brasileira e Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC).


4 - O que faz um produtor cultural? Campos de atuação profissional.

Produção cultural no Brasil tem sido bastante associada a atuação de pessoas que atuam na formatação de projetos para leis de incentivo, editais públicos e programas privados. Isso muitas vezes é o direcionamento de alguns cursos de graduação e pós-graduação. Contudo, os campos de atuação profissional são muitos.

Produção cultural é uma atividade que pode estar associada a:

- pessoas que atuam em eventos e entretenimento;

- pessoas que fazem projetos para leis de incentivo;

- pessoas que fizeram cursos de produção cultural;

- pessoas que organizam atividades de cultura como recurso em programas, projetos e ações de responsabilidade sócio-ambiental, educação, saúde, esporte, promoção da cidadania, direitos humanos e bem estar;

- pessoas que realizam atividades de organização, administração e gestão de espaços culturais;

- pessoas que organizam atividades culturais em pontos de cultura;

- pessoas que realizam atividades intermediárias nas diferentes fases da cadeia produtiva da cultura (produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços culturais);

- pessoas que produzem conteúdo ou atuam em atividades intermediárias nas diferentes fases da cadeia produtiva da cultura digital (produção, distribuição, comercialização e consumo de bens e serviços culturais digitais).




5 - Exemplos de atividades de produção cultural

Atividades de organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, stand-up comedy, espetáculos de dança, encontros literários, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, produção de conteúdo para blogs, produção de conteúdo para internet, projetos que contemplem arquitetura, patrimônio, artes, antiquários, artesanato, design, moda, cinema, música, artes híbridas, artes performáticas.

Organização e gestão de carreiras artísticas (também conhecidas como carreiras criativas), gestão de indústrias criativas e pesquisas nos campos da economia da cultura e de políticas públicas de cultura podem ser realizadas por pessoas com formação em produção cultural.




6 - Perfil profissional de um produtor cultural


Este é um ponto extremamente delicado. Digo isso porque temos hoje na web muito mais relatos, depoimentos e opiniões de pessoas que olham a produção cultural como uma profissão "pública", como se o produtor cultural somente lidasse com recursos públicos.

É importante lembrar que a profissão de produtor não é tão nova quanto parece. Ela já existia antes das Leis de Incentivo nos anos 90. O que aconteceu é que com as leis de incentivo e a criação dos primeiros cursos de graduação e pós-graduação, a função de "produtor" passou a ser chamada de "produtor cultural". Sobre isso, leia o artigo "O campo acadêmico da produção cultural - história e características", do professor Leandro José Mendonça, publicado no livro "Políticas culturais : pesquisa e formação", organizado por Lia Calabre e lançado pelo Instituto Itaú Cultural e Fundação Casa de Rui Barbosa, em 2012.

Além do conteúdo disponível no Produção Cultural no Brasil, citado anteriormente, recomendo também:

- Produção Cultural na Bahia, projeto que apresenta também entrevistas na íntegra e depoimentos em vídeo gravados com produtores, gestores, pesquisadores e artistas da área de cultura deste estado.

- a matéria Voz da Experiência: Para Tatiana Zaccaro um bom produtor cultural tem que ser desinibido, Lauro Neto publicada na seção de educação do Jornal O Globo. Tatiana Zaccaro é graduada em jornalismo com MBA em Marketing e gerente de negócios da Fagga Eventos, empresa que organizou a XIV Bienal Internacional do Rio de Janeiro.

- a pesquisa com produtores que encaminham projetos para Lei Rouanet publicada no livro do projeto Panorama Setorial da Cultura Brasileira, de autoria de Gisele Jordão e Renata R. Allucci.


7 - Panorama do setor

Aqui recomendo:

- artigos das diferentes edições do Guia Brasileiro de Produção Cultural de Cristiane Olivieri e Edson Natale.

- artigos do livro "O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural" de Romulo Avelar.

- artigos de Leonardo Brant e Cultura e Mercado.

- artigos e publicações da Associação Brasileira de Gestão Cultural.

- artigos da revista Fazer e Vender Cultura.

- artigos da gestora e produtora cultural Dedé Ribeiro e do especial de produção cultural do Portal Artistas Gaúchos.

- artigos do Blog Acesso do Instituto Votorantin, como por exemplo a matéria "O produtor cultural do século 21" da jornalista Priscila Fernandes.

- artigos de produção cultural, gestão cultural e economia criativa do SEBRAE.

- artigos do blog Radar da Produção.

- conteúdo da pesquisa do projeto Panorama Setorial da Cultura Brasileira, lembrando que o recorte da mesma somente abrange produtores culturais proponentes de projetos enquadrados na Lei Rouanet.


Mais específico sobre Economia Criativa

- artigos de Ana Carla Fonseca Reis, Garimpo de Soluções e Criaticidades.

- artigos de Décio Coutinho.



Mais específico para o setor público:

- publicações do Ministério da Cultura.

- publicações do Cult (Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura) e ENECULT (Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura)

- publicações da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, como por exemplo a Coleção Política e Gestão Culturais.

- publicações do Centro de Pesquisa e Formação do SESC em SP.

- publicações da Fundação Casa Rui Barbosa e Seminário Internacional de Políticas Culturais.




Mais específico sobre Diversidade Cultural:
- portal do Itaú Cultural e Observatório Itaú Cultural

- textos e publicações do Observatório da Diversidade Cultural



Mais específico sobre Direitos Humanos e Produção Cultural nas Favelas:




Mais específico sobre a gestão de espaços culturais


- artigos de Kátia de Marco

- artigos de Maria Helena Cunha, Duo Editorial e Inspire.

- artigos de Marta Porto e Plano A.

- a recente pesquisa Públicos de Cultura


8 - Quem mais contrata?


Empresas de eventos

Empresas de feiras e entretenimento

Empresas que fazem produção de projetos via leis de incentivo à cultura

Pessoas e empresas que organizam atividades de cultura como recurso em programas, projetos e ações de responsabilidade sócio-ambiental, educação, saúde, esporte, promoção da cidadania, direitos humanos e bem estar

Artistas, empresários e agentes artísticos

Espaços culturais


Aqui vale lembrar que boas pistas podem ser encontradas nos recentes trabalhos produzidos no Brasil sobre Economia da Cultura e Economia Criativa.



9 - Estimativa de remuneração


9.1 Salário inicial

R$ 1.800,00 (20 horas semanais)
(fonte: prof. Luiz Guilherme Vergara, da UFF, no Guia do Estudante)


9.2 Salário para profissionais com experiência

de R$ 8.000,00 a R$ 15.000,00
(fonte: Tatiana Zaccaro, graduada em jornalismo com MBA em Marketing e gerente de negócios da Fagga Eventos na matéria Voz da Experiência: Para Tatiana Zaccaro um bom produtor cultural tem que ser desinibido)

Comentário sobre estas informações de salário: a maior parte dos produtores culturais no Brasil não trabalha formalizado, seja com carteira assinada, seja com empresa registrada.

Um percentual muito pequeno de profissionais ganha acima de R$ 3.500,00 por mês.


10 - Onde estudar?

11 - Processo de formação da profissão no Brasil

Preocupados com a ausência de políticas de formação de pessoal em organização cultural (noção que também abrange a formação de pessoas para produção cultural), pesquisadores do Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia, sob orientação do Prof. Dr. Antonio Albino Canelas Rubim, realizaram um importante mapeamento sobre a formação em organização cultural no Brasil, disponibilizado de forma livre na internet desde 2010. 

Outro importante estudo é "Profissionalização da organização da cultura no Brasil: uma análise da formação em produção, gestão e políticas culturais", tese de doutorado de Leonardo Figueiredo Costa, concluída em 2011.

Para pesquisar esta tese no Sistema de Bibliotecas da UFBA:

Costa, Leonardo Figueiredo. Profissionalização da organização da cultura no Brasil: uma análise da formação em produção, gestão e políticas culturais / Leonardo Figueiredo Costa. - 2011.

A formação do produtor cultural foi discutida também em 2011 e 2012 no Rio de Janeiro em dois encontros promovidos por alunos do curso tecnológico de produção cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

Em 2013 o 3º Encontro Nacional de Produção Cultural ocorreu na Universidade Federal da Bahia. Acesse o site do encontro, a página oficial do facebook e o blog do evento.


12 - Reconhecimento da profissão pelo Ministério do Trabalho no Brasil

Em 2013 a profissão de produtor cultural passou a ser reconhecida no Brasil pelo Ministério do Trabalho, que incluiu a mesma na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações. A CBO é uma espécie de dicionário das profissões no Brasil. Neste guia estão registradas 2.558 atividades. A entrada na CBO não interfere em questões trabalhistas como jornada de trabalho ou piso salarial.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/02/ministerio-do-trabalho-passa-reconhecer-59-novas-profissoes.html


Como utilizar gratuitamente este texto?

Você pode copiar e utilizar o conteúdo, basta mencionar que o texto é de autoria de Alexandre Barreto. Copie e cole a referência abaixo

BARRETO, Alexandre. Guia do Estudante Produtor Cultural Independente: 2.ed.. 2014. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2014.



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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. 
Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) juntamente com a cineasta e roteirista Luciana Bezerra e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira artística e criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.   Leia mais

Um comentário:

Ricardo Ramos disse...
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