segunda-feira, dezembro 09, 2013

Alunos da escola Adolpho Bloch produzem a "Mostra Cinematográfica 100 anos de Mazzaropi” e dão aula de produção cultural






Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Em 18 de julho de 2007 publiquei no portal colaborativo Overmundo um de meus primeiros textos. Chama-se “Vamos educar pessoas para a produção cultural?

É um texto simples. Acredito que a linguagem simples permite maior democratização e acesso. Permite que boas ideias cheguem mais longe e estimulem mais pessoas.

No final deste texto, sugiro que as pessoas envolvidas com criação e produção, mais especificamente com os setores criativos, se articulem em cada cidade do país para que sejam criados cursos técnicos (nível médio) e cursos de graduação em produção cultural.

Para mim, esta é uma forma importante de se estruturar melhor a difusão deste importante conhecimento.

Precisamos parar de achar que o ideal é somente solicitar recursos para o Estado para financiar “projetos culturais”, “projetos de transformação social”, “projetos de reinvenção”.


Projetos são ações que tem início, meio e fim. Além disso, no Brasil, a maior parte dos projetos nos setores criativos são muito mal gerenciados. Pessoas com alguma preparação ou sem preparação nenhuma preocupam-se apenas com a comunicação, com a visibilidade destas ações e com procedimentos de prestação de contas. Há uma falta de atenção muito grande com:

- a gestão de pessoas;
- gerenciamento dos processos;
- método para realização;
- estímulo a inovação;
- a qualidade da execução.

Defendo a criação de cursos de nível médio e graduação porque um curso dentro de uma escola, dentro de uma universidade, tem maior sustentabilidade, e por conseqüência, continuidade. A continuidade permite o aprimoramento da qualidade do ensino. Quem defende que o Estado deve financiar cada vez mais projetos culturais, projetos para jovens de periferia, pontos de cultura, deveria se preocupar em mobilizar o Poder Público e a iniciativa privada para que o ensino relacionado a produção cultural também faça parte do dia a dia das escolas públicas brasileiras.

Um exemplo do que estou falando foi a “Mostra Cinematográfica 100 anos de Mazzaropi” realizada por Lucas Daher e seus colegas, alunos do 3º de produção cultural no Colégio Estadual Adolpho Bloch, da rede Faetec, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Uma ação cultural com alta qualidade feita por jovens com 16 anos.

Assisti o vídeo com a reportagem e aprendi muito. O trabalho destes jovens, de toda equipe do curso de produção cultural e da escola serve de inspiração para muitos alunos de graduação, pós-graduação e produtores diplomados. Quem tiver humildade, poderá aprender muito com esta experiência. Segue o que aprendi olhando o vídeo.

A primeira lição é que o discurso de que os jovens de hoje estão somente atentos para tecnologia e entretenimento (que para mim são novas formas de cultura) e que isso cria a necessidade de se levar ações relacionadas a memória para estas novas gerações. Não é bem assim. Muitos jovens estão aproveitando as novas tecnologias de informação e comunicação para ações de preservação da memória artística e cultural.


Lucas, por iniciativa própria, conheceu a obra de Mazzaropi, percebeu sua importância e preocupou-se que o centenário de seu nascimento não estava sendo lembrado. Para quem não sabe, Amácio Mazzaropi foi ator de teatro, trabalhou no rádio, participou do início da televisão e lançou seu primeiro filme em 1952 com a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, o mais importante estúdio de cinema do Brasil na década de 1950.

A segunda lição foi a capacidade de pesquisar. Ao longo de 5 meses, os alunos conseguiram reunir todos os filmes de Mazzaropi que ainda restam em película.

A terceira lição foi a capacidade de articular parcerias para circulação da mostra e ocupação de espaços.

A coordenadora do curso técnico de produção cultural em eventos da FAETEC, Kelly Santos, explicou que foi realizada uma parceria institucional, de cooperação técnica, com a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a qual possibilitou que os alunos exercem o que aprenderam no curso.

A quarta lição: os alunos descobriram por si mesmos o seu potencial de realização.

Isso é uma das coisas que acho fundamentais para os produtores: descobrir que é possível realizar. Não se sentir “refém” de discursos de miséria, de que cultura é difícil no Brasil, de que na escola pública tudo é difícil, que na favela tudo é difícil, de que sempre é preciso primeiro financiamento de projeto para que as coisas aconteçam. Descobrir que é possível realizar é um grande passo rumo ao empreendedorismo.

A satisfação dos alunos foi muito grande. Eduardo Mateus Vicente afirmou: “para nós que estamos terminando o terceiro ano, foi excelente, foi uma experiência de ver como é o mundo lá fora, como é produzir fora do colégio”. Igor Bahia ficou feliz com pionerismo da ação e com a conquista dos espaços culturais: “foi o primeiro projeto a sair da escola e de total iniciativa dos alunos. O que a gente conseguiu mostrar foi que o aluno de escola pública por mais que não tenha todo o apoio, ele chega e consegue fazer e ocupar lugares que antes ele não ocupava”.

A quinta lição foi o aprendizado da curadoria. É comum produtores arrogantes, que poucas vezes pisaram numa escola pública, numa periferia, que raras vezes trabalharam com jovens, considerá-los “crianças”, “bebês”, "ingênuos", sem capacidade para definir conteúdos de seu interesse.

Os alunos da Faetec tiveram um cuidado de escolher para a abertura da mostra o filme “Tapete Vermelho”, uma homenagem a Mazzaropi produzida em 2006 e estrelada por Matheus Nachtergaele.

A sexta lição foi que os alunos produtores além das exibições, também promoveram debate sobre a obra do Mazzaropi.


Seria muito interessante se os alunos escrevessem e publicassem em maiores detalhes toda a sua experiência.

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[Sobre as postagens no blog em dezembro 2013]

Amigos, vocês devem ter notado que dei uma pausa nas postagens de conteúdos e dicas no blog. O mesmo ocorreu nas redes sociais.

Em função do excesso de atividades no trabalho e a urgência de concluir a minha pós-graduação, esta pausa poderá continuar até a entrega da monografia.

Enquanto isso:

- se você está procurando informações sobre o que é produção cultural, o que é um produtor cultural, o que faz um produtor cultural, quais são as áreas de atuação, e outras informações relacionadas a estes temas, acesse o "Pequeno Guia do Estudante e de Qualificação Profissional" http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/03/o-que-e-producao-cultural-o-que-faz-um.html

- se você está buscando informações para melhorar sua sustentabilidade, leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html

- se está buscando conteúdos sobre arte, comunicação, cultura, entretenimento, gestão e produção cultural, executiva e de eventos, pesquisa na barra lateral direita do blog.


- se tem interesse em participar de palestras, oficinas, cursos, workshops, envie um e-mail para alebarreto@gmail.com

- se necessita de orçamento de palestras, oficinas, cursos, workshops, envie um e-mail para alebarreto@gmail.com

- se quer fazer uma entrevista comigo, envie um e-mail para alebarreto@gmail.com

- se quer me convidar para algum trabalho de acadêmico (pesquisa, escrever artigo, participação em mesas, debates, congressos, etc.), envie um e-mail para alebarreto@gmail.com


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

sábado, novembro 23, 2013

Profissionais criativos precisam disciplina para atingir suas metas



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Amigos, vocês devem ter notado que dei uma pausa nas postagens de conteúdos e dicas no blog. O mesmo ocorreu nas redes sociais.

Em função do excesso de atividades no trabalho e a urgência de concluir a minha pós-graduação, esta pausa poderá continuar até a entrega da monografia.

Enquanto isso:

- se você está procurando informações sobre o que é produção cultural, o que é um produtor cultural, o que faz um produtor cultural, quais são as áreas de atuação, e outras informações relacionadas a estes temas, acesse o "Pequeno Guia do Estudante e de Qualificação Profissional" http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/03/o-que-e-producao-cultural-o-que-faz-um.html

- se você está buscando informações para melhorar sua sustentabilidade, leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html

- se está buscando conteúdos sobre arte, comunicação, cultura, entretenimento, gestão e produção cultural, executiva e de eventos, pesquisa na barra lateral direita do blog.


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

segunda-feira, novembro 04, 2013

O que deve prevalecer: o direito coletivo de conhecer a história de personagens públicos da cultura do país ou o direito individual de imagem?



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Produtores costumam estar atento para a questão dos direitos autorais quando o assunto aparece. A prevenção ainda é novidade no Brasil.


Entretanto, uma polêmica vem chamando a atenção para este assunto. Uma biografia deve precisar de autorização prévia para ser escrita?

A questão é complexa. 

Semana passada, assisti o programa Roda Viva da TV Brasil. No centro do debate, o jornalista e escritor Paulo Cesar de Araújo, falou a respeito da polêmica sobre o direito de se escrever e publicar biografias.

Assista ao programa. Após assistir, veja outros pontos de vista sobre o assunto e construa a sua própria opinião.



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[NOVO!]

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, criador do blog, da marca e do programa "Produtor Cultural Independente", é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, professor e palestrante. Seu trabalho pioneiro de disseminação de informações no blog e livro "Aprenda a Organizar um Show" têm inspirado pessoas que produzem ações culturais, artísticas e de economia criativa no Brasil.

Rio de Janeiro (21) 9 7627 0690/ Porto Alegre (51) 9473-1561 alebarreto@gmail.com

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro. Concluiu o curso MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ) e está finalizando sua monografia sobre carreira artística com a orientação da consultora Eliane Costa.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Produção cultural e acessibilidade: revista Sentidos publica matéria sobre soluções em acessibilidade e a experiência do Acre





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Considero muito importante que o produtor cultural e toda a cadeia produtiva que envolve a produção cultural, no sentido mais amplo possível destas expressões, amplie o seu entendimento sobre acessibilidade.


Neste mês, a Revista Sentidos publicou duas matérias muito bacanas:

- Para quem tem fome de cultura - Empresas investem em tecnologia para criar mecanismos que possibilitem acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência ao universo das artes;

- Esforços Comuns - Por que o caso da escola Clarisse Fecury, no Acre, ainda é exemplar.


A revista está de parabéns pela contribuição que faz aos setores criativos de nosso país.



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[NOVO!]

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html


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Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE, trabalhos de graduação, pós-graduação e artigos na revista Fazer e Vender Cultura.

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.

terça-feira, outubro 08, 2013

Aprenda a Fazer Propostas e Projetos dia 19 de outubro em Vitória/ES




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Pessoal, começou a divulgação da oficina "Aprenda a Fazer Propostas e Projetos" que irá acontecer dia 19 de outubro, das 14h às 18h, na sede do Grupo Vira-Latas de Teatro, em Vitória. 
O encontro terá duração de 4 horas e visa estimular jovens artistas e produtores, sem experiência, a se aproximarem do mercado, através do estudo de como elaborar propostas e projetos culturais.

Esta ação formativa faz parte do Programa Produtor Cultural Independente - nível básico, que é voltado à capacitação de pessoas interessadas em melhorar a qualidade de sua atuação em atividades do universo da produção e gestão cultural, tais como arte, comunicação, cultura e entretenimento. Sua primeira edição ocorreu em maio de 2012 no SESC São João de Meriti (estado do Rio de Janeiro), em parceria com a produtora Ahnis Fraga e a empresa Pupurri Cultural, que também foram realizadores do programa no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) em 2013. A última edição do programa foi realizada em Rio Branco, capital do Acre, em parceria com o SEBRAE AC, a Fundação Elias Mansour e a Rede Acreana de Cultura.
O Programa Produtor Cultural Independente tem os seguintes objetivos: apresentar um panorama do contexto atual da cultura no Brasil, ampliar as referências dos participantes sobre a organização da cultura no Brasil, incentivar os participantes a se tornarem agentes ativos no atual processo de integração entre as áreas de arte, comunicação, cultura e entretenimento, oferecer técnicas, sugestões de ferramentas e dicas práticas para aplicação do conhecimento de administração para produtos e serviços artísticos e criativos e provocar uma reflexão que leve a identificar quais práticas geram mais resultados nos trabalhos e nos negócios.

A oficina "Aprenda a Fazer Propostas e Projetos" é uma ação em rede que conta com a produção de Maicom Souza, assistência de produção de Layanna Aquino, orientação de Rosa Rasuck, parceria com a Mostra de Teatro de Grupo OFF e o Programa Produtor Cultural Independente, apoio do Grupo Vira-Latas de Teatro e realização do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (FUNCULTURA) e Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado do Espírito Santo, através do Edital de Seleção de Projetos Culturais e Concessão de Prêmio para Bolsa Cultural Jovem 2013.

Informações (27) 9316-0370 maicomssouza@gmail.com


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[NOVO!]

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
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* Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE, trabalhos de graduação, pós-graduação e artigos na revista Fazer e Vender Cultura.

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.

Vendo o meu trabalho ou estabeleço uma parceria com um agente artístico?




Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



No texto 6 noções básicas sobre agenciamento artístico  falei brevemente sobre o que é agenciamento artístico, o que é fundamental no agenciamento, um conceito do que são as melhores oportunidades e as formas básicas de agenciamento. Hoje vamos compartilhar um pouco mais como funciona este serviço.

Qual é a razão de se buscar um agenciamento artístico profissional? As razões para se buscar um serviço de agenciamento profissional são muitas. Em linhas gerais, as motivações básicas que levam as pessoas a buscarem profissionais de agenciamento artístico são:

- falta de conhecimento sobre agenciamento artístico (não saber como fazer);

- a opção de manter o foco (não querer fazer seu próprio agenciamento);

- entender que um agente qualificado pode facilitar as negociações e evitar desgastes.


Vamos falar um pouco de cada uma destas motivações.


Falta de conhecimento sobre agenciamento artístico

Seja por necessidade ou por prazer, a maioria de nós sabe ensaiar passos básicos em vendas. Contudo, muita gente confunde a “venda básica” (dizer quanto custa e argumentar um pouquinho) com “venda profissional” (apoiada em conceitos da ciência do marketing). E esta confusão leva muitas pessoas a acreditar que sabem vender, a cometer equívocos e a se “queimar” no mercado. Felizmente, depois de algumas tentativas, algumas pessoas se convencem de que o agenciamento deve ser feito por um profissional de área afim.


A opção de manter o foco

É muito comum também artistas, produtores, iluminadores, operadores de som, cenógrafos e os diferentes profissionais das cadeias produtivas dos setores criativos optarem realizar o que realmente tem experiência, formação e/ou o que gostam de fazer. Isso pode ser bom e pode ser ruim. Pode ser bom porque é possível ocupar o tempo produzindo aquilo que mais se gosta de fazer. Pode ser ruim porque posições “engessadas” do tipo “não me fale de vendas” dificultam o entendimento do ambiente do mercado. As vezes não gostamos de vender e em determinados momentos é preciso contribuirmos com o processo de venda de nosso próprio trabalho.


Entender que um agente qualificado pode facilitar as negociações e evitar desgastes

Contar com o serviço de um escritório de agenciamento artístico ou de um agente independente pode facilitar muito uma série de negociações. Nem sempre é conveniente que um profissional negocie seu próprio trabalho. Há exceções? Sim. Mas são exceções. Digo isso porque o que motiva um profissional de carreira criativa (ator, cantor, palestrante, artesão, escritor, cineasta, etc.) é um conjunto de fatores que nem sempre parecem estar contemplados numa negociação de uma proposta para fazer um comercial, um filme, um musical de teatro, uma apresentação musical. Eu digo “nem sempre parecem”, porque a comunicação de uma negociação é percebida por cada um de forma diferente. Nem todo mundo recebe uma proposta de trabalho diferente dos critérios que está acostumado a trabalhar e não reage. Nem todo mundo discute o preço do seu trabalho num clima tranquilo.

Um formato interessante: um profissional de carreira criativa das artes cênicas pode buscar estar atento para manter boas relações com autores e diretores e contar com uma assessoria de agenciamento artístico para negociar seu trabalho com a produção de elenco.


Aposte no equilíbrio. Conheça mais sobre o universo do agenciamento artístico, para saber estruturar melhor a estratégia de gestão de sua carreira profissional artística e criativa.

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[NOVO!] 

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html



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Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ) e está em fase de conclusão do MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Sua monografia é sobre carreira criativa e conta com a orientação da consultora Eliane Costa.

sexta-feira, outubro 04, 2013

Trabalhar sozinho é uma opção. E traz resultados.


Foto: Carol Corso



Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com

Acho muito importante o artista ter atitude. E esta qualidade não falta ao meu amigo Gustavo Telles. Em 2007 trabalhamos juntos na produção e gestão da banda Pata de Elefante.

Gustavo está trilhando uma bonita carreira solo. Aproveitei para compartilhar aqui um pouco de suas últimas ações e próximos projetos, em uma rápida entrevista.


Alê Barreto – Gustavo, você é muito conhecido pelo trabalho pioneiro que liderou à frente da banda Pata de Elefante. Contudo, sua carreira não resume-se somente as composições, a bateria e a produção da Pata de Elefante. Sei que você é um compositor, intérprete, produtor musical, produtor executivo, empresário... enfim... quem é o artista Gustavo Telles?


Gustavo Telles: Pela necessidade, fui aprendendo a desempenhar diferentes papéis como produtor executivo, musical e articulador. Pelo amor à música e pela também necessidade de me expressar, toco bateria, violão, baixo, componho e canto. E assim posso me dizer que o artista Gustavo Telles é movido pelo amor à música e pela necessidade de se expressar e de se manter vivendo da música e para a música.


Alê Barreto – Existem temas centrais em suas composições ou isso varia conforme o trabalho que você realiza?


Gustavo Telles: Podem variar bastante. No entanto, no meu primeiro disco, o tema central é o amor, abordado a partir de perspectivas diferentes. No segundo álbum, outros temas também são abordados, mas o amor também tem um papel fundamental.


Alê Barreto - Como iniciou o trabalho do álbum “Eu perdi o medo de errar”? Fale sobre o que motivou a criação das composições e a formação de uma banda com músicos de diversas vertentes da cena musical do RS.


Gustavo Telles: As composições deste segundo disco dão uma sequência natural ao primeiro, “Do seu amor, primeiro é você quem precisa”. As motivações são diversas, a cada dia que passa, ocorrem inúmeras fatos, e todo acontecimento pode inspirar uma canção. Mas acredito que esse disco, assim como o primeiro, também tem uma certa linha condutora. E nesse caso, com certeza isso tem a ver com o fato da Pata de Elefante ter acabado. Chegamos ao fim da linha, e não há nada de mais nisso. No entanto, foram 11 anos de entrega a esse trabalho e não há como não sentir a mudança, por mais natural que ela seja. Agora que o disco está pronto, escuto e vejo que ele tem a ver com esse recomeço que estou vivendo. E isso tem sido muito bom!


Alê Barreto - Muitos artistas tem dificuldade no relacionamento com os selos e gravadoras. Outros não. Como tem sido sua relação com a Monstro Discos e a Trama, gravadora independente de São Paulo liderada pelo produtor João Marcelo Bôscoli?


Gustavo Telles: A Monstro lançou os dois primeiros discos da Pata. E a Trama lançou o terceiro da Pata e o meu primeiro. Neste momento, não tenho relação com nenhuma gravadora. E digo que estou gostando e muito. As vantagens e desvantagens sempre existem. Mas estou gostando muito de trabalhar sozinho, sem ter contrato com gravadora.


Alê Barreto - Quais são os próximos passos do trabalho?


Gustavo Telles: Acabo de enviar pra fábrica o disco “Eu perdi o medo de errar”. Estou com um projeto de financiamento coletivo na internet, para poder dar conta dos custos de finalização do disco e do show de lançamento. Para quem quiser saber mais sobre esse projeto, o endereço é http://www.tragaseushow.com.br/projeto/gustavo-telles . E no dia 26 de novembro, acontece o show de lançamento deste novo álbum no Teatro São Pedro, em Porto Alegre/RS.



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[NOVO!] 

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Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

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sábado, setembro 21, 2013

A artista Beatriz Milhazes ensina: "essa questão de valor da obra é uma questão que eu tive e tenho sempre que aprender a lidar"





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Assisti há poucos dias no programa Starte da Globo News um encontro muito bacana de Bianca Ramoneda (jornalista, roteirista, poeta e diretora teatral, se dedica à cultura desde o início da carreira) e a artista Beatriz Milhazes.


Duas coisas muito importantes: 

- quem atua na produção e gestão cultural, bem como em todos os setores criativos, aprenderá muito assistindo o Starte. É um programa de alta qualidade, com um conteúdo que você dificilmente irá encontrar em qualquer curso;

- o diálogo entre Bianca e Beatriz traz uma aula para quem está sempre procurando aprimorar sua carreira artística e criativa.


Há um discurso de que as pessoas bem sucedidas profissionalmente são obcecadas pela carreira, que seguem determinados padrões de comportamento e que precisam ter adquirido determinados bem materiais.


Ao ser perguntada sobre como via o crescimento do valor de sua obra, Beatriz demonstrou que não é somente autora de uma obra artística, mas autora da maior de todas as obras, que é sua própria vida. E fez isso com humildade:

"(...) existem os slogans de sempre. As pessoas acham que se você atinge determinado patamar, você tem que ter "x","y" coisas. Eu não acho que eu tenho. Eu tenho que ter o que me dá prazer, o que me faz ser feliz, entende?

Realmente, essa questão de valor da obra é uma questão que eu tive e tenho sempre que aprender a lidar".


Assista o programa dedicado a Beatriz Milhazes na íntegra http://globotv.globo.com/globonews/starte/v/beatriz-milhazes-volta-a-expor-sua-obra-reunida-no-rio-de-janeiro-apos-11-anos/2816238/
Beatriz Milhazes e Bianca estão de parabéns pelo lindo encontro neste programa.


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[NOVO!] 

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
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Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ).


terça-feira, setembro 17, 2013

Rumos. O artista é gestor de seu trabalho. O Itaú Cultural é parceiro do artista.






Rumos. O artista é gestor de seu trabalho. O Itaú Cultural é parceiro do artista. 


O Rumos Itaú Cultural mudou para responder às necessidades da arte e da cultura contemporâneas.

É o artista quem passa a decidir a melhor forma para seu trabalho e para se relacionar com os interlocutores, os critérios são móveis, livres, nunca reduzidos em suas complexidades.
O resultado é uma estrutura adaptável que, independente da área de expressão ou do campo de reflexão.
A proposta é, mais do que nunca, incentivar produções culturais de todos os tipos, individuais e/ou coletivas, de uma ou mais áreas de expressão artística e do pensamento.
Através do Rumos, o Itaú Cultural está contribuindo para construir, ainda mais, a sua história e da política cultural do país.


Mais liberdade para quem participa.

Agora os artistas estão à frente do programa, relatando o que precisam para fazer um trabalho de relevância artística e intelectual, capaz de gerar transformação. Seja na sua carreira, na linguagem, na forma com que busca chegar às pessoas.


Um programa sem limites.

Os proponentes não serão mais  selecionados por área de expressão ou campo de pesquisa. As fronteiras caíram. Agora as propostas  também podem ser multidisciplinares.


Quem vai avaliar as propostas.

A comissão deixa de ser formada por especialistas de áreas de expressão ou de pesquisa e passa a ser interdisciplinar, contando agora com participação dos gestores do Instituto. Juntos, os membros da comissão avaliam todas as propostas. Além disso, a comissão também funcionará como conselheira e orientadora. Entre as possíveis ações desta comissão está a possibilidade de propor diálogos, trabalhos conjuntos entre artistas e proponentes selecionados.


Uma oportunidade para artistas do mundo inteiro.

Os proponentes do Rumos não precisam mais ser brasileiros, embora as inscrições só sejam aceitas em português. Mas podem participar candidatos de todos os cantos do mundo.


Resultados totalmente imprevisíveis.

O produto final não precisa mais ser tão fiel à proposta feita durante sua inscrição. Os resultados podem ter muitos formatos finais. Tudo vai se moldar de acordo com as propostas recebidas.


Veja como participar em www.itaucultural.com.br/rumos



INSCRIÇÕES ABERTAS

segunda-feira, setembro 09, 2013

Estão abertas as inscrições para o Programa de Capacitação em Projetos e Empreendimentos Criativos, uma iniciativa do Ministério da Cultura






Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Amigos, uma ótima notícia para iniciar a semana. Estão abertas as inscrições para o Programa de Capacitação em Gestão do Ministério da Cultura.





Ano passado, ministrei aula neste programa, no Ministério da Cultura em Brasília. Na aula "Produção, Administração ou Gestão Cultural? Reflexões Sobre Desafios e Oportunidades na Cena da Produção Cultural Contemporânea Brasileira" falamos sobre o novo cenário da organização da cultura no Brasil, o crescimento da produção de conteúdo voltado à pesquisa e à prática da produção cultural, os desafios existentes na carreira de produtor cultural e as perspectivas para os próximos anos. Em toda produção desta atividade formativa, realizada com excelência pelo Instituto Itaú Cultural, pude perceber a seriedade e a qualidade do programa (vejam a avaliação realizada pela Fundação Getúlio Vargas).







Novidade: Ministério da Cultura incentiva à formação dos profissionais para continuidade e carreiras artísticas a médio e longo prazo


As secretarias de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC), da Economia Criativa (SEC), Executiva e a diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do Ministério da Cultura (MinC) estão de parabéns pelo novo formato do programa.

Este ano a proposta é preparar o artista ou gestor cultural para que ele consiga dar continuidade e desenvolver seu trabalho a médio e longo prazo de forma sustentável.


O curso será voltado para o conhecimento das políticas culturais desenvolvidas pelos órgãos públicos e privados de cultura, a elaboração e gerenciamento de projetos culturais, gestão de carreiras e formatos de negócios do campo cultural, além da gestão de redes, coletivos e equipamentos culturais. Com toda essa programação, o atual modelo visa proporcionar uma visão integrada das áreas de administração, economia criativa, direito autoral, marketing, artes e cultura.
Dica rápida para todos


O que é o Programa de Capacitação em Projetos e Empreendimentos Criativos?

Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, em parceria com a Secretaria de Economia Criativa e a Diretoria de Direitos Intelectuais.


Público alvo


O programa é voltado para a capacitação continuada de agentes culturais atuantes na área (artistas, gestores públicos, empreendedores, administradores, técnicos e produtores culturais). 



Objetivo

O intuito é preparar estes profissionais para que dominem a elaboração e desenvolvimento as etapas do negócio cultural.


Como foi a primeira edição do curso

A primeira edição do curso, que se chamava Programa de Capacitação em Projetos Culturais, teve como foco a qualificação de profissionais em políticas públicas de cultura, elaboração e gestão de projetos culturais. Nesta nova edição, foram inseridos conceitos relativos à economia criativa e conteúdos sobre gestão de empreendimentos criativos, ampliando seu programa original.


Novidade da segunda edição

A proposta do novo formato do programa de capacitação é preparar o artista ou gestor cultural para que ele consiga desenvolver sua atividade não só como um projeto de curto prazo, mas também dar continuidade e desenvolver seu trabalho a médio e longo prazo de forma sustentável.

O curso será voltado para o conhecimento das políticas culturais desenvolvidas pelos órgãos públicos e privados de cultura, a elaboração e gerenciamento de projetos culturais, gestão de carreiras e formatos de negócios do campo cultural, além da gestão de redes, coletivos e equipamentos culturais. Com toda essa programação, o atual modelo visa proporcionar uma visão integrada das áreas de administração, economia criativa, direito autoral, marketing, artes e cultura.


Estrutura do curso

O programa foi dividido em quatro etapas, sendo que as duas primeiras serão ministradas na modalidade de ensino a distância. Já as oficinas presencias começam a partir da terceira etapa. O acesso à etapa seguinte é condicionado à aprovação na etapa anterior.

Na primeira etapa serão abordados conceitos básicos de gestão cultural e a segunda desenvolve os módulos de gestão de projetos culturais e de planos de negócios para empreendimentos criativos.

As oficinas presenciais, na terceira etapa, trabalham a prática dos conteúdos ministrados na segunda etapa.

As oficinas da quarta etapa são dirigidas aos alunos que desejarem desenvolver técnicas para o ensino das habilidades adquiridas durante a formação.


Primeira turma começa em setembro

As matrículas para a primeira etapa estão abertas e podem ser feitas diretamente no site do SENAC/DF. O aluno deverá escolher apenas um dos polos ao inscrever-se. Todo o curso é gratuito, mas se o aluno residir em outra localidade, as despesas de locomoção e hospedagem para as oficinas presencias são de sua responsabilidade.

Aqueles que se inscreverem até o dia 18 de setembro participam da primeira turma, que inicia as aulas em 23 de setembro. As inscrições feitas após essa data ficam para a segunda turma, no dia quatro de novembro. Também está programada uma terceira turma, que deverá começar em fevereiro de 2014.

Para saber como funciona o programa, leia o Regulamento.

Para efetuar a matrícula http://ead.senacdf.com.br/mincinscricao/


Informações


Coordenação de Programa de Capacitação



Telefones: (61) 2024-2087 e 2024-2132 ou pelo email programadecapacitacao@cultura.gov.br


Fonte:

O texto acima foi produzido com base nos textos "Capacitação de gestores culturais" de Marcelo Leal e "Capacitação em projetos culturais" de Priscila Costa e Silva publicados no Ministério da Cultura.


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[NOVO!] 

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html


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* Alê Barreto, a
tualmente um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ), é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. 

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

quarta-feira, agosto 28, 2013

Estude na pós-graduação em produção cultural da Universidade Cândido Mendes





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com



Gente, estou concluindo o meu curso de MBA em Gestão Cultural e posso afirmar que a formação oferecida pela Universidade Cândido Mendes em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) contribuiu muito para o meu desenvolvimento.


Recebi uma newsletter deles que ainda estão abertas as inscrições para a pós-graduação em produção cultural. Seguem as informações, para quem quiser ainda em 2013 fortalecer sua formação.



Pós-graduação em Produção Cultural – V Turma


Titulação: Pós Graduação Lato Sensu.
Carga Horária: 368h
Duração: 22 meses
Local: Campus Centro – Rua da Assembléia, 10 sl 616
Unidade: Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - Programa de Estudos Culturais e Sociais – PECS
Início: setembro de 2013
Turno: manhã / tarde
Dias de aula: sábados quinzenais
Horário: 08 às 17h
Investimento Total: R$ 13.685,00
Parcelamento: R$ 595,00 (1+22 parcelas)
Para o processo seletivo, favor enviar currículo para o e-mail pecs@candidomendes.edu.br , solicitando entrevista.
Desconto de 20% na primeira parcela até dia 30/08

Para mais informações visite o site: www.gestaocultural.org.br, www.fb.com/AssociacaoBrasileiraDeGestaoCultural ou ligue: 3543-6489.


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[NOVO!] 

Leia o "Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades"
http://produtorindependente.blogspot.com.br/2013/08/roteiro-de-articulacao-mobilizacao-e.html



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* Alexandre Barreto, mais conhecido como “Alê Barreto”, é um profissional multifuncional. Administrador de empresas, diretor de produção e produtor executivo, possui competências tanto para organização de eventos e direção de produção como para planejamento, gerenciamento e execução de projetos culturais, sociais e corporativos. Sua ação pioneira de compartilhar suas experiências práticas têm contribuído para a organização e desenvolvimento de setores criativos brasileiros. Criador do blog “Produtor Cultural Independente”, ativo desde 2006, possui diversos textos citados e recomendados em publicações do SEBRAE e em trabalhos de graduação e pós-graduação. 

Seu livro "Aprenda a Organizar um Show", primeiro método sobre produção executiva de shows publicado em língua portuguesa na internet, já foi acessado por mais de 22.000 pessoas e rendeu-lhe convite para cursos, palestras e consultorias em várias cidades do Brasil e a indicação em 2013 ao Prêmio Dynamite de Música Independente (SP).

Atualmente é um dos gestores do Grupo Nós do Morro no Rio de Janeiro (RJ).

terça-feira, agosto 20, 2013

Roteiro de articulação, mobilização e captação de recursos: quais são as minhas necessidades?


Imagem do site do Banco Central





Por Alê Barreto *
alebarreto@gmail.com


Atualizei o roteiro publicado anteriormente e vou publicá-lo novamente em capítulos.


Passo 1 - Quais são as minhas necessidades?


É comum acharmos que o primeiro passo para articulação, mobilização e captação de recursos é fazer um orçamento.

Fazer um orçamento, num primeiro momento, significa que estamos pensando em comprar produtos e contratar serviços. Contudo, muitas vezes a compra de produtos e a aquisição de serviços não é a questão central.

questão central para articulação, mobilização e captação de recursos é entendermos quais são as nossas necessidades.

Exemplos da diferença entre "pensar em comprar", "pensar em adquirir serviços" e "entender uma necessidade".


Pensar em "comprar":

"Preciso comprar um carro e colocar gasolina para poder ir me apresentar em outra cidade"

Isso significa que preciso conseguir R$ 27.690,00 para comprar um carro popular (exemplo: Nissan March 2014 1.0 ) e depois calcular a quilometragem que vou percorrer, para calcular quanto vou precisar de dinheiro para comprar combustível. 

Você já percebeu que a conta é alta.


Pensar em adquirir serviços:

"Preciso comprar uma passagem de ônibus para poder ir me apresentar em outra cidade".

Isso significa que tenho que entrar no site da empresa concessionária da rodoviária da cidade em que me encontro e ver o preço da passagem para calcular quanto vou gastar de ida e volta (exemplo: 1 passagem de ida e 1 passagem de volta no trecho Rio de Janeiro/São Paulo, em ônibus leito, pela Auto Viação 1001 custa 2 x R$ 166,00 = R$ 332,00).

Você já percebeu que ficou mais acessível. Antes eu precisava R$ 27.690,00. Agora eu preciso R$ 332,00.


Entender uma necessidade

"Preciso transporte para ir me apresentar em outra cidade".

Isso significa que a minha necessidade é transporte. Isso me amplia a visão.


Quantas formas de transporte existem para ir até outra cidade?

- carona;
- ônibus intermunicipal;
- alugar um carro;
- alugar uma van;
- conseguir uma doação em dinheiro com o fim de adquirir uma passagem de ônibus;
- fechar um acordo de apoio com uma empresa para obter a passagem na forma de permuta;
- etc.


Resumindo: 

Entender uma necessidade me ajuda a não desperdiçar tempo ou ficar angustiado pensando que não tenho dinheiro. 

O foco do raciocínio inicial de articulação, mobilização e captação de recursos é entender quais são as necessidades.




Ficou interessado?

Envie e-mail para alebarreto@gmail.com e receba mais informações.




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Alê Barreto (ou Alexandre Barreto) é administrador de empresas, gestor cultural, gestor de pessoas, gerente de projetos, empresário artístico, produtor executivo, consultor, criador de conteúdo, blogueiro, professor e palestrante. Concluiu sua formação em gestão pública em cultura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes (RJ). Gosta de desafios. Isso faz com que esteja aberto a convites, à novas oportunidades e a trabalhar em diferentes lugares. 
Saiba mais

Atualmente reside no Rio de Janeiro, é um dos gestores do Grupo Nós do Morro na comunidade do Vidigal e responsável pela implantação da área de Produção Cultural na Escola de Música da Rocinha.

+55 21 97627 0690 alebarreto@gmail.com