quarta-feira, janeiro 11, 2017

Amplie o seu repertório: visite a nova exposição do Museu de Folclore Edison Carneiro


O Museu de Folclore Edison Carneiro está com nova exposição 





Por Alê Barreto
Uma pessoa que acredita que disseminar conhecimentos e atuar em redes são boas formas de se realizar mudanças



Se você acha que é importante estar em contato com livros, música, filmes, espetáculos de dança e tantas outras expressões da arte, agora é um momento especialmente importante. Os momentos de crise econômica são os momentos que mais podemos perceber a importância da cultura e da arte em nossas vidas. Infelizmente, nem todos aproveitam essa oportunidade. Em momentos de crise econômica, as pessoas tendem a "cortar despesas" de forma exagerada e acabam muitas vezes piorando sua situação. Quando cortamos despesas que permitem participarmos de ações artísticas, diminuímos nossa qualidade de vida, pois diminuímos as chances de enriquecer o nosso repertório cultural. 

Precisamos ampliar o nosso repertório em momentos de crise. Uma boa sugestão é você conhecer a nova exposição do Museu de Folclore Edison Carneiro.

Veja release elaborado pelo Setor de Difusão Cultural do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, enviado pela Beth Pena.


E o que é um objeto de museu sem as histórias que o cercam?

Os objetos e suas narrativas. Essa questão permeia toda a exposição de longa duração do Museu de Folclore Edison Carneiro e quer dialogar com o público sobre a polifonia dos objetos de sua coleção. Quer mostrar as diferentes vozes dos muitos segmentos sociais que dizem do folclore e da cultura popular a partir desses objetos.

Quem conta um conto aumenta um ponto, dizem por aí, para explicar as meias verdades ou os acréscimos que vamos fazendo, ao longo da vida, ao recontar uma história ou tentar interpretá-la aos nossos próprios olhos.

O ato de contar histórias é uma atividade das mais essenciais da vida humana. É uma forma de sobreviver à realidade, de ordenar o mundo à nossa volta e de construir, de certo modo, nossa memória.

Desse modo também se dá o processo de chegada de um objeto ao museu, as histórias que são contadas sobre ele, ou por ele, falam sobre as práticas e as relações sociais que lhe deram existência.

Esse objeto tem lá fora usos e significados, mas quando entra no museu, numa exposição, pode ganhar contornos diferentes ou explicações outras sobre sua existência.

A história contada por uma exposição, ainda que queira explicitar um argumento, não pode ser considerada definitiva ou única, nem reclamar para si a verdade.

O visitante vai encontrar, ao longo da exposição do Museu de Folclore, objetos que repousavam em nossas reservas técnicas. Guardavam com eles muitas histórias que pulsam e esperavam oportunidade para serem reveladas, contadas ou recontadas.

De um objeto podemos falar sobre como e por que foi recolhido e se tornou acervo. Ou sobre o papel que lhe foi atribuído em determinada exposição. Podemos falar do que é feito, de quem o produziu ou utilizou, do lugar ou da época de onde veio, ou ainda dos diversos significados que diferentes grupos sociais ou indivíduos reconhecem nele, por exemplo.

Assim, trazer o que se diz sobre um fragmento e sobre personagens como o saci e o lobisomem, bem como a voz dos poetas de cordel sobre seu próprio ofício e tantos outros temas, ou, ainda, o que dizem os grafiteiros sobre a cidade, ouvindo também o que a cidade tem a dizer sobre esses artistas dos muros, é procurar unir pontas para falar de museu e de cultura popular.

Esta mostra está em processo e as coleções apenas despontam. Mas aquilo que se diz dos objetos condensa aquilo que se diz do homem e do mundo, e essas narrativas compõem a criação de significados, estabelecidos na relação do homem com outros homens na tentativa de interpretar a realidade.

E se cada exposição é uma narrativa construída a partir das histórias sobre cada objeto somadas àquilo que ele suscita, propomos que o visitante olhe para um pedaço de nossa reserva técnica e pense sobre as inúmeras histórias possíveis de serem contadas.

Que nos conte outra.



O Museu e o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular:
O Museu de Folclore Edison Carneiro abriga expressivo acervo representativo da cultura popular brasileira. Soma hoje cerca de 16 mil objetos de vários autores, técnicas e procedências abrigados em reservas técnicas. Sua criação data de 1968, embora seu acervo venha sendo constituído desde a década de 1950, pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro.

O Museu pertence ao Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), órgão federal criado em 1958 e que tem por missão promover ações que busquem, por meio de pesquisa e documentação, conhecer as realidades específicas em que ocorrem as mais diversas expressões do fazer brasileiro, procurando acompanhar as constantes transformações por que passam, bem como apoiar e difundir os processos culturais populares, propondo e conduzindo ações para sua promoção e difusão.


Serviço:
Nova exposição do Museu de Folclore
Museu de Folclore Edison Carneiro
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Rua do Catete, 179 – Catete, Rio de Janeiro
Tel. 3826-4324
catendimento.cnfcp@iphan.gov.br


de terça a sexta, das 10 às 18h
sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h
visitas de grupos com agendamento prévio

Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – CNFCP
Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional – Iphan / Ministério da Cultura
www.cnfcp.gov.br
#museudefolclore
facebook/cnfcp




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